Selecione seu local x
Pesquisar meu local atual

Artigos e Receitasver todas as matérias

Nobres gatos
em: Nossos Bichos
22/04/2014 09:10
Adorados outrora, eles não são unanimidade na cultura brasileira por puro desconhecimento de causa. Injustamente definidos como “frios” e atrelados a superstições, os gatos ainda são vítimas de preconceito e maus tratos.

Gatos domésticos são primos distantes de grandes felinos selvagens. Parentesco fácil de notar pelo caminhar silencioso e elegante e pela natureza caçadora, entre outras características.

+ Santo André tem lei de posse responsável
+ Veja alguns cuidados para que seu gato viva feliz e saudável
+ Animais de estimação: uma vida que depende de você

Diferentes dos dóceis cães, gatos são, muitas vezes, taxados de uma frieza não condizente com a realidade. “Cães veem seus donos como líderes. Gatos são tão amorosos quanto, contudo, enxergam os donos como parceiros, não se sentem submissos. É uma relação de igual pra igual”, explica uma das criadoras da Organização Não Governamental (ONG) Adote um Gatinho, Susan Yamamoto.
Se entre cães o temperamento pode variar, também entre os bichanos, prevalece a personalidade individual: alguns são mansos, outros ariscos ou nervosos; há os mais carentes ou os que preferem ficar mais isolados.
Os gatos, geralmente, são menos dependentes do que os cachorros. Daí, que podem ser um pet perfeito para quem não dispõe de tempo para passeios, tosas e banhos constantes.
Como todos os animais de estimação demandam cuidados. “Precisam de água e ração sempre à disposição, cama quentinha e amor. Além, claro, de serem levados ao veterinário sempre que adoecerem ou pelo menos uma vez por ano, para vacinação. Gatos não precisam de banho e podem ficar sozinhos por curtos períodos de tempo”, esclarece a protetora.

Maus tratos
A interpretação equivocada da menor dependência aliada a crendices surgidas devido à Inquisição, na Idade Média , tornaram o gato alvo de preconceitos. “Esta condição tem melhorado nos últimos anos, mas eles ainda são incompreendidos por muita gente e vítimas comuns de maus tratos. Além de rituais de magia negra com gatinhos pretos, em geral nos deparamos com animais queimados, com olhos perfurados, chutados, arremessados, envenenados, etc.”, depõe a criadora da ONG.
Por bem, existem instituições como a Adote um Gatinho, que acolhe gatos abandonados e vítimas de maus tratos, trata deles e encaminha-os para adoção. “Também procuramos conscientizar acerca da posse responsável e da importância da castração”, acrescente Susan. As adoções somente acontecem após análise do perfil do adotante e das condições da residência para evitar que o bichano volte para as ruas por fuga ou novo abandono.
Mantida por trabalho voluntário e doações, a entidade aceita donativos de ração, areia, remédios, caminhas ou em dinheiro para realização de cirurgias e internações.
Mais informações pelo site http://adoteumgatinho.com.br/

Um charme só
Altivos e sedutores, meigos e sensíveis, independentes, mas tão frágeis à maldade humana, os gatos também têm muitos admiradores.
Antes de adotar um, considere bem as implicações. Gatos vivem 15 anos ou mais e, mesmo relativamente independentes, não podem ser deixados em casa sozinhos durante viagens. Por isso, procure sempre um hotel especializado. Exigem cuidados e gastos e não podem ser descartados por qualquer que seja o motivo. Abandono, assim como maus tratos a animais, é crime.

Na História
Os gatos têm seu lugar na história. Adorados no Antigo Egito, eram mumificados quando morriam e seus donos mostravam luto raspando as sobrancelhas.
A adoração foi perpetuada pelos romanos, ao invadirem e dominarem o Egito. Admiração eternizada em estátuas, murais e mosaicos. Ao iniciarem invasões por toda a Europa, os romanos levaram os gatos, que seguiam os exércitos.
Em futura edição, abordaremos cuidados importantes para melhor qualidade de vida dos “miaus”, além de doenças recorrentes na espécie.

Desmistificando a questão da toxoplasmose
Outra fonte de preconceito com os bichanos é a desinformação em torno da transmissão do protozoário causador da toxoplasmose.
O mal entendido vem do fato de os gatos infectados eliminarem pelas fezes um oocisto (um “ovinho”). Segundo a Dra. Elizabeth de Souza Neves, PhD do Ambulatório de Toxoplasmose do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chaga, da Fundação Oswaldo Cruz, esse “ovinho” é eliminado ainda imaturo, precisando de, ao menos, 48 horas no solo para tornar-se infectante. “O contato direto com o gato não leva à transmissão da toxoplasmose. O contágio ocorre por consumo dos oocistos da água, de hortaliças cruas e frutas com casca ou da carne crua ou mal passada, ou ainda, a ingestão de oocistos diretamente de mãos sujas de terra ou areia”, esclarece a Dra. Elizabeth.
Também pode ocorrer transmissão vertical da gestante para o feto ou, raramente, por transfusões, transplantes de órgãos e acidentes de laboratório
É bom lembrar que muitos gatos nem tiveram contato com o protozoário. “Para manter o bichano longe do protozoário causador, a recomendação é não alimentar o bichano com carne crua ou mal passada, nem deixar que saia de casa para caçar pequenos animais”, aconselha a médica.
Já para evitar quaisquer riscos de transmissão pelo gato, limpe diariamente a caixa de areia onde o gato faz as necessidades com material adequado (luvas e espátula) e lave bem as mãos com água e sabão em seguida.
x

URL



Redes Sociais

Email

x
Seu nome
Seu email
Comentário