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A era dos poliglotas
em: Complementar
11/06/2014 09:20
Diz a lenda da Torre de Babel que a humanidade foi castigada a ter vários idiomas para dificultar a paz entre os povos. Vivendo o auge da globalização, comunicar-se com outras nações é mais do que questão diplomática, é sobrevivência no mercado de trabalho.

Dentro do atual contexto econômico globalizado, saber inglês não é mais diferencial, mas sim requisito básico das grandes empresas e para vários níveis hierárquicos.
Fundamental na vida profissional, o idioma é importante também para ampliar os horizontes: é essencial para viagens no exterior e para comunicação pela internet, pois é o modo mais prático de interagir em qualquer lugar do mundo.
Se a língua inglesa já não conta como diferencial, o que estudar para se destacar? Nos últimos anos, o espanhol tem sido a escolha lógica.

+ Como organizar uma viagem de intercâmbio
+ Antes de aprender outros idiomas, é essencial dominar o português

O desenvolvimento do Mercosul ampliou os negócios entre o Brasil e os países latino-americanos, exigindo-se cada vez mais o aprendizado do idioma. Seu conhecimento já é exigido como terceira língua para profissionais do setor de Importação e Exportação, por exemplo. E não basta arriscar um “portunhol”, é importante aprofundamento e certa fluência.
Em demanda de mercado, segue-se ao espanhol o francês e o alemão. Para optar por um destes, devem ser ponderados fatores como a área de atuação e a nacionalidade da empresa onde atua ou quer construir carreira, principalmente.
Desponta ainda no cenário atual um novo desafio: o mandarim, ou chinês. Algumas vagas já solicitam o idioma como pré-requisito e a tendência é o aumento de importância, pois a China está consolidada como potência econômica e crescem as relações comerciais entre o Brasil e o país.
Dominado por poucos profissionais brasileiros, o mandarim pode ser um diferencial no currículo, já que para fazer negócios com chineses é importante saber se comunicar, ao menos um pouco, na língua deles.
Na conquista da confiança dos empresários, aliás, o terceiro idioma é um fator chave. Embora o inglês seja falado em todos os países pela maioria dos empresários, saber a língua nativa, principalmente em mercados orientais ou mais conservadores da Europa, agrega valor para o fechamento de bons negócios.

De volta à escola
Aprender outro idioma não é tarefa das mais complicadas. O aprendizado eficaz começa por um bom conhecimento da língua portuguesa e passa pela dedicação extraclasse. Para fluência, quanto mais praticar, melhor. Porém, para se comunicar, não é necessário total domínio.
Um bom curso deve ter estrutura gramatical e comunicação oral planejadas a partir da necessidade do aluno. O tempo de aprendizado de uma língua varia de acordo com as horas semanais dedicadas ao curso. É bom lembrar que não existe milagre, e segundo especialistas, sem no mínimo 500 horas para o nível básico é difícil ter um bom resultado. A continuidade do estudo é fundamental para manter conhecimentos e fluência afiados.
Caso pretenda aprender mandarim, mas teme encontrar grande dificuldade, fique tranquilo: o método geralmente utilizado é o Pin Yin, que envolve o alfabeto romano. Além disto, a gramática é mais simples que a nossa e não envolve conjugação de verbos, plurais e artigos.

Alternativas
Se sua rotina é muito agitada e você precisa de flexibilidade de horários para estudar, considere a possibilidade de aprender em casa ou no trabalho pelo método e-learning (educação à distância com auxílio de ferramentas tecnológicas e internet). A metodologia exige muita disciplina e só terá grande chance de sucesso de incluir interação com um professor para esclarecimento de dúvidas.
Outro meio para aprender ou aperfeiçoar idiomas são os intercâmbios ou cursos no exterior. Existem programas de diversos níveis e durações que incluem também aprimoramento em áreas de atuação como administração, ciências, computação, direito, jornalismo, entre outras.

Estimulando o cérebro
Além de incrementar o currículo, abrir horizontes e permitir até esnobar as legendas dos filmes, aprender línguas estimula o cérebro.
O benefício foi apontado por estudo do University College London, da Grã-Bretanha. Segundo os pesquisadores, os bilíngues apresentaram aumento na densidade da massa cinzenta na área do órgão que processa a informação, indicando que ocorreu maior estimulação cerebral. O estudo constatou também que quanto mais cedo for a aprendizagem, maior a chance do incremento do desenvolvimento.

Imagem: © Andres Rodriguez - Fotolia.com 
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