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Perigo no ar
em: Lazer e Cultura
26/08/2014 08:30
 Brincadeira que deveria ser apenas diversão pode causar muitos transtornos e até grandes tragédias.

Conduzidas por crianças sem supervisão dos pais ou por adultos irresponsáveis, as pipas – ou papagaios – podem ser o catalizador de inúmeros acidentes. Além de enroscarem na rede elétrica, são muitas vezes a causa de atropelamentos e quedas de lajes, telhados ou muros. A atividade é ainda mais arriscada quando entra em cena o cerol.
A acirrada competição entre pipeiros provoca atos inconsequentes que colocam em risco a vida dos envolvidos e de terceiros. Para tomar a pipa de outros ou recuperar a perdida, crianças e marmanjos muitas vezes invadem propriedade privada, brigam, correm desatentos por ruas e avenidas e danificam a rede elétrica.

Choque fatal
A rede urbana de eletricidade concentra em média cerca de 13 mil volts e representa grande perigo aos pipeiros, que podem sofrer descarga elétrica fatal ao ter a pipa presa na fiação. O risco é ainda maior se forem utilizados na confecção fios metálicos ou papel laminado, pois são materiais condutores de eletricidade.
Choques elétricos costumam ocorrer também durante chuvas com raios, quando a pipa se torna um poderoso atrativo e condutor de eletricidade.
Além de potencialmente fatal, soltar pipas perto da rede elétrica pode ocasionar transtornos diversos para os usuários. O simples toque do artefato nos fios possibilita queda de energia, curto-circuito e danos a equipamentos elétricos.
Outro péssimo cenário para a brincadeira são as redondezas de aeroportos. A pipa pode ser sugada pela turbina de um avião, causando até um sério acidente aéreo.
Portanto, para se divertir com segurança e responsabilidade, é preciso procurar um espaço adequado longe da rede elétrica, de aeroportos e vias urbanas. Campos abertos, parques ou áreas afastadas dos centros são ideais, mas não afastam a necessidade da adoção de um comportamento seguro e do bom senso.
O acompanhamento e a orientação dos pais são fundamentais para a segurança das crianças. É preciso educá-los para que não invadam propriedades, não coloquem a vida em risco nem causem prejuízos a terceiros. Afinal, soltar pipa deve ser diversão, não confusão.

Cerol
Vendido ilegalmente ou feito artesanalmente pelos usuários, o cerol é um artifício criminoso que torna a linha uma verdadeira navalha para cortar as pipas de outros.
Além de estragar a brincadeira, o cerol provoca acidentes fatais. A incidência de casos aumenta na temporada de férias escolares, mas o perigo existe durante o ano todo.
Motociclistas são as principais vítimas pela exposição em velocidade à linha com cortante. O dano pode ser mortal, principalmente se ocorrer no pescoço desprotegido pelo capacete. Um corte na artéria de grosso calibre chamada carótida causa sangramento intenso e pode levar à morte em poucos minutos.
Pedestres e ciclistas também estão na lista dos atingidos. Os cortes são sempre profundos e muito sérios.
Aves são outras vítimas comuns da prática irresponsável. Segundo o Ibama, a maioria não chega a ser socorrida, pois sangram até morrer poucos minutos após serem atingidas.
O cerol pode ainda cortar fios da rede elétrica, fazendo-os cair sobre pessoas e carros, provocar incêndios e prejudicar toda a comunidade.
Usar cerol é crime. A pena varia de acordo com a localidade. No Estado de São Paulo, a lei nº 12.192, de 2006, proíbe seu uso ou o de qualquer produto semelhante, prevendo ao infrator pagamento de multa e, no caso de menores, responsabilização dos pais pelo Estado.
Mas, independentemente da punição, você quer carregar uma tragédia na consciência?

Imagem: © emiliau – Fotolia.com 
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