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Adaptação escolar: aprendizagem para pais e filhos
em: Básica
02/09/2014 08:35
Começar a frequentar a escola é uma experiência marcante para a criança, pois é a primeira vez que ela enfrenta uma situação sozinha, longe da proteção dos adultos e da segurança do lar.

Apesar de frustrante para os pais, algumas crianças podem não querer comentar nada ou dar respostas evasivas quando indagadas sobre a escola. Compreenda e respeite esse silêncio: a criança começou a ter sua própria vida e quer preservá-la. Com o tempo, ela passará a contar espontaneamente o seu dia-a-dia escolar.

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O período de adaptação escolar nem sempre é fácil para as crianças e algumas atitudes dos adultos podem tornar essa fase ainda mais difícil. Segundo a psicóloga Alacir V.V. Cruces duas delas são bastante frequentes. A primeira é que os pais, sem perceber, passam para a criança a imagem de que a escola é restritiva (com muitas obrigações e exigências de comportamento adequado) e, portanto, um péssimo lugar para se estar. Essa imagem, passada através de frases como “se você fizer isso na classe, vai ficar de castigo”, “escola é lugar de estudar, não de brincar” geralmente resulta em resistência por parte da criança em ir ou permanecer no colégio. A outra atitude refere-se à coerência que deve existir entre a educação dada na escola e a recebida em casa. Qualquer divergência quanto aos valores e procedimentos adotados pela escola deve ser discutida com o professor ou a diretoria na ausência da criança, para que o professor não tenha sua autoridade diminuída.
Ainda de acordo com Alacir, algumas crianças terão mais dificuldades que outras para adaptar-se, devido às suas próprias características: as egoístas terão que aprender a dividir; as tímidas, a relacionar-se e as agressivas, a respeitar o outro. Contudo, esse aprendizado será menos doloroso se os pais conseguirem ouvir e compreender a criança, ao mesmo tempo em que auxiliam a escola a trabalhar com essas características, mostrando-lhe, através de muita conversa, a inadequação de seu comportamento. Nesses casos, o melhor é discutir o problema com o professor para que seja traçada uma linha de procedimento comum.
Se a resistência da criança é muito grande – chora antes de ir e durante todo o tempo de aula – e não se percebe nenhuma melhora após a terceira ou quarta semana, a psicóloga aconselha a experimentar outra escola: “Às vezes, por melhor que seja o colégio, a criança sente alguma ameaça com a qual não consegue lidar. Obrigá-la a permanecer lá, irá lhe causar problemas emocionais e em seu desempenho escolar. Talvez em outra escola ela se sinta melhor. Porém, se o comportamento resistente persistir também nessa outra, o indicado é procurar a ajuda de um terapeuta infantil”, conclui.

Imagem: © Gorilla - Fotolia.com
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