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Micoses
em: Especialidades
08/09/2014 08:40
As micoses são infecções provocadas por fungos. Microorganismos que se desenvolvem em outros seres vivos da natureza, os fungos podem ser encontrados em toda parte, inclusive no chão, nos animais e nos próprios seres humanos, o que torna o contato com eles inevitável e o contágio bastante facilitado.

As formas mais comuns de se contrair micoses são o contato com pisos de chuveiros coletivos (em fábricas, clubes, saunas, motéis, lava-pés de piscina, etc.) e o andar descalço em pisos úmidos ou públicos (praias e parques). Além destas formas de contaminação, as unhas também podem ser infectadas pela utilização de instrumentos (como tesouras, alicates de corte de unha e de cutícula, lixas, etc.) não descartáveis que não tenham sido devidamente esterilizados.
Das mais de 250 mil espécies de fungos já classificadas, as patogênicas ao ser humano alimentam-se de uma proteína insolúvel, presente na pele, couro cabeludo, cabelos, pêlos e unhas, chamada queratina.

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Tipos de micoses
As infecções micóticas são classificadas de acordo com o tipo de fungo que as causa. Devido à grande diversidade e complexidade das micoses de pele, este artigo se limitará às das mãos, pés e unhas, que são mais frequentes.
A micose interdigital, popularmente chamada de frieira ou pé-de-atleta, é a infecção fúngica mais comum nos pés. Ela atinge a pele entre os dedos e causa coceiras. Às vezes, a pele torna-se esbranquiçada e apresenta bolhas d’água que se rompem com facilidade. A micose na planta e na lateral dos pés, também conhecida como pé-de-mocassim ou “ácido úrico”, provoca o espessamento da pele e coceira, além de fazer com que a pele se solte.
Mais rara, a infecção micótica nas mãos atinge com maior frequência pessoas que lidam com água durante muito tempo e, consequentemente, têm as mãos sempre úmidas. Ela afeta as palmas das mãos e causa o espessamento da pele e a descamação.
As micoses nas unhas (ou ungueais) apresentam como sintomas mais frequentes manchas, esfarelamento, descolamento, espessamento ou deformações e podem provocar dor ou uma certa pressão nas regiões atacadas. Elas são classificadas em três espécies. A tínea ungueal é a infecção provocada por fungos que se alimentam de queratina, os dermatófilos. Já a candidíase ungueal é uma micose causada por leveduras do gênero Candida (o mesmo fungo que provoca o sapinho na boca, doenças na vagina, virilha e genitália masculina) e ocorre mais comumente em unhas submetidas à umidade frequente. O fungo do tipo Candida albicans é considerado oportunista, pois necessita de uma lesão primária (remoção inadequada da cutícula, ferimentos causados por calçados de bico fino, etc.) para provocar a micose. Por fim, a onicomicose é a infecção causada por fungos filamentosos ou mofos que, segundo pesquisas, são os agentes responsáveis pela maior parte das onicopatias dos seres humanos.

Difícil tratamento
Como os fungos são microorganismos bastante resistentes e conseguem sobreviver nas mais difíceis condições, a cura das micoses requer muito empenho e paciência. O tempo de tratamento varia até dois anos, de acordo com o tipo de fungo causador.
Um grande problema na cura das micoses é que, muitas vezes, o paciente julga estar curado e suspende o tratamento antes do tempo prescrito pelo médico. Então, como o fungo não foi totalmente eliminado, a doença retorna.

Como evitar
Algumas regras básicas são muito eficazes na prevenção das micoses:
• Secar cuidadosamente o corpo após o banho, especialmente as dobras, axilas, mãos, pés e entre os dedos;
• Usar, de preferência, meias e roupas íntimas de algodão, que não retêm umidade como as de lã, nylon ou sintéticas;
• Trocar as meias diariamente ou, se os pés apresentarem transpiração excessiva, com maior frequência;
• Não usar calçados totalmente fechados, apertados e quentes por tempo muito prolongado. Sobretudo nos dias quentes, preferir sandálias ou calçados leves, que permitam a ventilação dos pés;
• Não utilizar talco entre os dedos dos pés, pois ele não é absorvido e cria uma crosta que possibilita o acúmulo de umidade e bactérias;
• Evitar caminhar descalço em locais públicos e de alta circulação;
• Colocar sempre os calçados ao sol, pois seus raios têm propriedades bactericidas;
• Ao fazer as mãos ou os pés, utilizar apenas instrumentos esterilizados ou descartáveis;
• Não usar toalhas e objetos de outras pessoas; e
• Utilizar somente toalhas e roupas bem lavadas.
Por fim, é fundamental consultar um dermatologista ou podólogo aos primeiros sinais de micose, pois a recuperação será tanto mais rápida quanto mais cedo for iniciado o tratamento.

Imagem: © koszivu - Fotolia.com
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