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Corpo e Mente
em: Mexendo com o Corpo
09/09/2014 08:30
Atividades físicas originadas na cultura oriental são altamente técnicas e buscam sempre aliar o condicionamento físico ao controle da mente. São várias as opções, aprimoradas com o tempo ou adequadas ao país. Todas com definidos estilos de luta e treinamentos por métodos eficazes.

Jiu-Jitsu
Originária da Índia, a arte foi desenvolvida com o objetivo de ser a autodefesa dos monges budistas que, por preceitos religiosos, só podiam utilizar técnicas para se desvencilhar de ataques ou imobilizar possíveis agressores em suas peregrinações pelo mundo.
Baseado nos princípios do equilíbrio, o esporte usa as articulações do corpo como alavancas com golpes como torções de braço e tornozelo, estrangulamentos ou imobilizações. A ideia é usar o mínimo de força e aproveitar-se da fraqueza do oponente. Daí sua denominação “arte suave”.
Considerado o pai de todas as artes marciais, o jiu-jitsu tem várias vertentes que originaram esportes como o judô e o karatê. No Brasil, a luta de solo é o estilo desenvolvido pela família Gracie. Já no Japão, há mais destaque para a luta em pé.
Sua graduação é baseada no sistema de faixas, de acordo com a seguinte ordem: branca (iniciantes); cinza (04 a 06 anos); amarela (07 a 15 anos); laranja (10 a 15 anos); verde (13 a 15 anos); azul (16 anos ou mais); roxa (16 anos ou mais); marrom (18 anos ou mais); preta (19 anos ou mais); vermelha e preta e vermelha.

 

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Judô
Esporte olímpico tradicionalmente ganhador de medalhas por atletas do Brasil, o judô ”caminho suave” é uma técnica que promove, além da defesa pessoal, condicionamento físico e mental integralmente. A metáfora é entender que para vencer uma força o melhor caminho não é opor-se a ela, mas redirecioná-la para nosso próprio uso.
Na prática, o judoca deve aprender a usar a força e o peso do adversário contra ele mesmo, permitindo o ataque e sabendo aguardar pelo melhor momento e forma de voltar o golpe contra o atacante.
No treinamento há técnicas de solo, de pé e se aprende a cair em segurança. Há também forte trabalho com os músculos. Não há chutes nem socos. A arte marcial japonesa permite, porém, vencer um adversário mais forte apenas com técnica.
Também é categorizado por faixas. No judô competitivo, o atleta deve fazer um Ippon para ganhar o combate. Os pontos são contados da seguinte forma: Ippon (ponto completo) obtido quando o oponente cai com as costas no chão no final de um movimento perfeito; Wazari (meio ponto) é um “Ippon” não realizado com perfeição; Yuko (1/3 de um Ipoon) queda de lado do adversário e Koka (¼ de um Ippon), ganho com derrubada do oponente sentado ou de joelhos. Não é acumulativo, ou seja, só pontuar com Koka não leva a um Ippon.

Karatê
No “caminho das mãos vazias”, a ciência foi grande aliada para elaboração de uma técnica que visa o uso eficaz de todas as partes do corpo na autodefesa por meio de bloqueio, socos e chutes.
Tudo tem finalidade: os gritos, por exemplo, têm objetivo de expelir o ar dos pulmões e contrair os músculos do estômago para extrair a força máxima de cada golpe. O treinamento é rigoroso para moldar o caráter pela disciplina mental e física. Desenvolve força, velocidade, coordenação motora e condicionamento físico.
Existem vários estilos, que privilegiam diferentes aplicações das técnicas, com foco em velocidade ou força, uso dos pés ou das mãos. As competições organizadas sob a tutela da Federação Brasileira de Karatê são calcadas nas técnicas de combate simulado, com golpes focalizados e controlados para evitar ferimentos sérios.

Kung Fu
Imortalizada no cinema pelos filmes de Bruce Lee e mais recentemente pela divertida animação Kung Fu Panda, a arte marcial caracteriza-se por um estilo de luta flexível e suave. Desenvolveu-se com inspiração na movimentação de animais como leopardo, garça, macaco, serpente, entre outros. Para aprendê-la, é preciso “trabalho duro”, aliás, o significado do termo.
O Kung Fu busca domínio físico e beneficia coordenação motora, força, resistência flexibilidade, velocidade e ritmo. Igual importância para a prática é o controle emocional e mental por meio de exercícios que estimulam a tranquilidade e o desenvolvimento do raciocínio, dos reflexos e da concentração mental.
São várias as vertentes praticadas em todo o mundo: Wing Chun, Shaolin do Norte, Tang Lang Quan (louva-a-deus), Pak Hok (garça branca), Tsitsing Pi Qua (macaco), Ying Zhao Quan (garra de águia), Zui Quan (estilo do bêbado), Choy Lay Fut e Hung Gar.

Tai Chi Chuan
A tradução conjunta “princípio supremo dos punhos” não faz justiça à profundidade filosófica da antiga arte marcial que reúne princípios do Taoísmo e da Alquimia Chinesa, além de conceitos como a dualidade Yin e Yang e a teoria dos Cinco Elementos da Natureza.
O objetivo da técnica é regular o chi – energia interna que move todas as coisas vivas. Praticar tai chi, portanto, é deixar corpo e mente em harmonia para benefício da saúde física e mental.
Com mais de 100 posturas e movimentos criados a partir da observação da interação entre diversos elementos naturais, o tai chi chuan envolve uma sequência de movimentos lentos que exploram flexibilidade, continuidade, suavidade, firmeza e respiração.
Pode ser praticado por quem não detém prévio condicionamento físico, inclusive idosos, e conta com corroboração de estudos médicos atestando seus benefícios, que ajudam no relaxamento e revertem os efeitos do estresse, além de manter boa postura. A comunidade internacional reconhece cinco estilos de tai chi chuan como tradicionais.

Taekwondo
Originado de uma luta coreana praticada por jovens nobres por volta de 600 a.C., o taekwondo moderno usa chutes e golpes com as mãos, como indica o nome “o caminho dos punhos e dos pés”.
Já foi conhecido como karatê coreano, pois conta com forte influência japonesa na estruturação dos golpes e das defesas, que aliam movimentos rápidos e precisos de chutes, esquivos, bloqueios e técnicas de mãos e punhos. Filosoficamente, valoriza perseverança, integridade, autocontrole, cortesia, respeito e lealdade.
Desenvolvido para o combate sem armas visando defesa pessoal, a arte desenvolve o sistema locomotor, coordenação, força muscular e equilíbrio, treinando a paciência pela repetição dos movimentos.
O treinamento pode incluir ações com placas de madeira, tijolos e telhas e é realizado com equipamentos de proteção na cabeça, no tórax, na região genital e nas pernas. Tem graus de aperfeiçoamento e é esporte olímpico.

Lian Gong
Em meio a tantas técnicas milenares, a Lian Gong é a ginástica criada pelo ortopedista chinês dr. Zhuang Yuen Ming no fim da década de 60 para prevenir e tratar as dores no corpo, além de restaurar a movimentação natural. Surgiu da alta demanda de pacientes que sofriam as consequências da mudança de características das atividades profissionais de rurais para industriais.
A técnica alia conceitos de fisioterapia milenar Tui e da medicina moderna para tratar problemas osteomusculares e de articulações, bem comuns na vida moderna. Os exercícios preventivos e curativos também usam do “Chi” (energia vital) e atuam no corpo todo, da coluna cervical aos dedos dos pés.
Reúne 18 terapias, ou exercícios, que podem ser praticados em aproximadamente 12 minutos diários.
O sistema possui atualmente 3 etapas com 18 exercícios divididos em 3 séries. Na primeira são focados pescoço e ombros; costas e região lombar; glúteos e pernas. A segunda previne e trata dores nas articulações, tenossinovites e disfunções dos órgãos internos. Já a terceira é voltada à bronquite crônica e debilidade funcional do coração e dos pulmões, bem como outras doenças crônicas das vias respiratórias.

Imagem: © zhu difeng - Fotolia.com 
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