Selecione seu local x
Pesquisar meu local atual

Artigos e Receitasver todas as matérias

Bebida dos Deuses
em: Comendo Fora
22/09/2014 09:30
Dizem que vinho é uma arte. Mas não é preciso ser um enólogo para apreciar a bebida mitológica que detinha até deus próprio. Com conhecimento básico acompanhado de bom senso é possível combinar perfeitamente vinho e comida.

São muitas as possibilidades de harmonização entre os sabores do prato servido e do vinho. Diferente do que se preconizava há tempos, não é preciso seguir o mantra: carne vermelha com tinto, peixe com branco.
A fórmula parece complexa pela diversidade de tipos da bebida derivada de diferentes uvas e de processos que resultam em vinhos ácidos, doces, adstringentes, taninos, encorpados, leves.
Para acertar, a ideia é equilíbrio. Nenhum dos sabores deve prevalecer para não estragar a apreciação dos demais. Por isto a regra básica é considerar o "peso" do vinho e do prato.
Na prática funciona assim: alimentos leves, como carnes magras, combinam com vinhos de menor teor de álcool, textura, corpo, riqueza, sabor e intensidade. E por aí vai.
Também é bastante difundido e consagrado o conceito de que vinhos e pratos de uma mesma região naturalmente tendem a se equilibrarem. Assim, não há como errar ao servir um vinho português com um prato português, como bacalhoada, ou um vinho espanhol com tradicionais iguarias da região, como a paella. A exceção é para bebidas produzidas para o mercado mundial, como as dos Estados Unidos e da Austrália.
Outro consenso é que pratos orientais, da culinária indiana, chinesa, japonesa, tailandesa e árabe, não costumam combinar com vinhos, assim como saladas temperadas com vinagre e frutas cítricas, já que a acidez altera o sabor de qualquer variedade de vinho. Ainda se encaixam na categoria de alimentos não indicados de serem apreciados com vinhos as sobremesas ácidas ou muito doces. A exceção fica por conta dos vinhos brancos doces, para cremes de baunilha, e tintos doces, para cremes de chocolate.

+ Aceita um cafezinho?
+ Delícia gelada
+ A história da cachaça

Equilibrando
Não há fórmula perfeita, mas algumas dicas indicam possíveis boas parcerias. Pode-se combinar pela similaridade do sabor: optar por um vinho potente e complexo para carnes mais gordurosas ou por um branco leve para degustar um prato leve como salmão. Ainda pela semelhança, considere servir pratos pouco condimentados com vinhos de aromas discretos.
Outra forma é pensar no contraste da acidez escolhendo, por exemplo, um vinho tinto menos ácido - um tinto jovem ou um branco frutado - para massas com molho de tomate. Já um vinho ácido seria ideal para servir com massas com molho cremoso.
Os vinhos rosé são mais suaves e a possibilidade de harmonização do sabor é bem vasta, incluindo peixes, frutos do mar, carnes leves e massas delicadas. É também ideal para dias quentes.
O mesmo vale para espumantes, que além de serem bem recomendados para acompanhamento de peixes e frutos do mar, são boa pedida para pratos mais gordurosos, como as frituras.
Mas sempre vale a lembrança: paladar é algo bem pessoal, então, não tenha medo de inovar e testar novas possibilidades.

Cuidados gerais
Para manter o sabor do vinho, é importante ter atenção especial com o armazenamento. Recomenda-se conservar as garrafas na posição horizontal, em ambientes de baixa luminosidade e temperatura inferior a 20°C.
Se pretende servir o vinho gelado, a recomendação é mantê-lo em balde com gelo ou na geladeira. Nunca o guarde no freezer.
O vinho tinto costuma ser servido na temperatura de 15ºC a 20ºC, podendo ser resfriado por cerca de meia hora na parte inferior da geladeira para os dias quentes. Já os brancos são geralmente servidos a 8ºC ou 10ºC no verão, ficando no inverno mais próximo da temperatura ambiente.
Um espumante é naturalmente convidativo se servido gelado, enquanto o rosé deve ser adequado ao clima da época.

De faraós aos deuses
Muito associado à mitologia grega, o vinho já era apreciado na época dos faraós do Egito antigo. A importância era tamanha que na tumba do faraó Tutankamon (1371-1352 a.C.) foram encontradas 36 ânforas de vinhos, algumas até com descrições da região de origem, safra, nome do comerciante e qualificação.
Para gregos e romanos havia um deus próprio para o vinho: Dionísio e Baco, respectivamente. E em Atenas realizava-se um festival da bebida para comemorar o grande dilúvio com que Zeus castigou o pecado da raça humana primitiva.
Segundo a mitologia, o vinho representa a porta para o sagrado, que permite a um mortal expandir a consciência e conhecer o sagrado. Quem não aceitasse o vinho de Dionísio era mandado para um vale de sombras.

Imagem: © jirkab - Fotolia.com

Mais receitas de sobremesas:
+ Scones Doces
+ Biscoitinhos de camomila e limão

+ Sequilhos da vovó

x

URL



Redes Sociais

Email

x
Seu nome
Seu email
Comentário