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Nossas histórias
em: Lazer e Cultura
29/09/2014 13:45
Das canções e narrativas às criaturas fantásticas que habitam o inconsciente de tantas gerações forma-se a identidade de uma nação. É o folclore nacional, tão diversificado, quanto rico, composto por lendas e tradições que permanecem no imaginário popular, fomentando economias regionais e garantindo a eternidade de um povo.


Como os gregos, egípcios e nórdicos, tão conhecidos por suas famosas mitologias, temos no Brasil, também, vasta coleção de mitos e lendas, originados a partir da vivência do povo, nos quatro cantos do país. Pela própria característica de colonização, as influências são diversas, passando pelas culturas portuguesa, negra e indígena.
São mitos e lendas repassados por gerações, reflexos de costumes arraigados e inquietações, muitas vezes, inconscientes, alguns modificados pela transmissão oral através dos tempos.
Muito se identifica nas festas, culinárias e artesanato, o que faz do folclore elemento importante para a economia de muitas cidades.

Lendas e mitos
Boitatá - De origem indígena, a cobra de fogo já defendia a natureza, perseguindo e matando os que desrespeitam e destroem a mata e os animais. É uma das lendas mais antigas, com referências já nas cartas do padre jesuíta José de Anchieta, em 1560.
Curupira - Um anão de cabelos longos e calcanhares virados para trás, a fim de confundir seus perseguidores, é a figura conhecida do Curupira. Como o Boitatá, protege as plantas e os animais, castigando seus malfeitores com a morte. É ardiloso em estratégias para confundir seus adversários e tem supervelocidade. Seu alvo principal são os caçadores.
Boto - Já celebrado no cinema, o boto apresenta-se às mulheres como um jovem belo e galante, que engravida suas conquistas antes de voltar para os rios e retomar sua forma de boto. A lenda costumava ser mencionada em casos de mãe solteira.
Corpo-seco - Assombração sanguessuga das estradas do interior, era, em vida, tão ruim, que batia na própria mãe. Após sua morte, foi rejeitado por Deus e pelo Diabo, tornando-se alma penada, que se alimenta do sangue das vítimas, como um vampiro. A lenda do Corpo-Seco costumava ser usada pelos pais para assustar as crianças, impedindo assim, que se aventurassem sozinhas por aí.
Mula-sem-cabeça - Mula que solta fogo pelo pescoço, cavalga e pula sem parar. Diz a lenda de cunho religioso que a criatura seria uma mulher amaldiçoada por ter tido um romance com um padre. Para evitar encontrar com ela, diziam, nunca passe correndo na frente de uma cruz à meia-noite.
Saci-pererê - Dos mais conhecidos, o garoto negro de uma perna só e carapuça vermelha está na obra de Monteiro Lobato e Ziraldo, entre outras. Pode fazer uma série de truques mágicos e vive aprontando. Famoso por aparecer e desaparecer, o menino tem versões diferentes, de acordo com a região: Saci-saçurá ou Saci-trique.
Iara - Como a sereia, a Iara é uma sedutora mulher com cauda de peixe que atrai e enfeitiça os pescadores com sua beleza e canto, levando-os para o fundo das águas, de onde raramente retornam. Os poucos que voltam, ficam loucos. Seria inspirada em uma índia guerreira que, após matar os irmãos que tramavam seu assassinato por ciúmes, fugiu para a floresta. Capturada pelo pai e jogada no rio Solimões como punição, ela foi salva pelos peixes e transformada em uma sereia.
Lobisomem - Mito universal com raízes na mitologia grega, o homem atacado por um lobo sob a lua cheia passa a viver como humano, mas está fadado a transformar-se em um ser híbrido de homem e lobo nas noites de lua cheia. Uma vez metamorfoseado, perde a consciência humana e ataca indiscriminadamente, sendo morto apenas por uma bala de prata no coração.
Mandioca - Uma bela lenda esta ligada à iguaria. Do sonho apaixonado de Mara, filha de um cacique, com uma belo jovem loiro, vindo da Lua, nasceu a pequena Mandi. Adorada como uma divindade na aldeia, a garota branca e de cabelos loiros como os do pai adoeceu e acabou falecendo. Foi sepultada na oca onde a mãe a pranteava diariamente. No mesmo local, nasceria um arbusto, com raízes muito brancas, como Mandi. Era a mandioca, alimento presente às mesas de todo o país.
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