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O básico já não basta
em: Complementar
22/10/2014 09:00
Para que os conhecimentos de informática agreguem valor ao seu currículo, não basta mais fazer um curso básico sobre a dupla dinâmica do Office, Word e Excel. É tendência, e sem retorno, a exigência de habilidades em softwares integrados, ambiente de rede, entre outros itens.
 
A ascensão de carreira na era da “E-volução” depende de atualizar suas competências profissionais ao mesmo ritmo das inovações tecnológicas. Em informática, o trabalho nas grandes empresas exige saber mais do que as noções básicas de ferramentas populares, como o pacote Office. “As empresas necessitam de profissionais capacitados. O mercado está altamente aquecido, o que falta é profissional preparado”, destaca a coaching, consultora de carreira e professora universitária, Bernadete Pupo.
Segundo a especialista, não basta conhecimento básico em Word, Excel ou o banco de dados Access. Para uma boa empregabilidade, é preciso saber utilizá-los em nível intermediário para avançado. 
É demanda atual do mercado, conhecer e ter vivência em sistemas integrados – os ERP´s, como Datasul, RM e SAP – ou, ao menos, entender a lógica de funcionamento deles. “Os profissionais devem, ainda, ter noções, mesmo que básicas, de hardware e saber transitar com facilidade em ambientes de redes”, acrescenta Bernadete. 
 
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Vantagem competitiva
Para a consultora, ter estes conhecimentos é garantia de vantagem no mercado. Os softwares integrados ajudam na visão generalista da empresa, já que atuam em sincronia com o todo. 
Por exemplo: o lançamento de uma nota fiscal no setor de vendas gera automaticamente a baixa do produto no estoque, que, por sua vez, alimenta o setor financeiro e a contabilidade e assim por diante. “Não adianta ter excelentes conhecimentos da área financeira e não saber utilizar as ferramentas eletrônicas que propiciam mais agilidade e confiabilidade nos resultados”, adverte a especialista.
Também é importante estar atualizado em práticas seguras de navegação na internet e saber usar o e-mail corporativo. “Deve-se ter muita atenção para não expor a empresa por má utilização dos meios eletrônicos”, reforça a consultora.
Outra recomendação de Bernadete é para que o profissional mantenha-se bem preparado para fazer uso das ferramentas tecnológicas, ainda que não utilizadas na atual função. O alerta da consultora vale para profissionais que são treinados para realizar somente lançamentos em sistemas prontos.   
 
Você está sendo vigiado
O comportamento de cada um em redes sociais, mesmo que fora do ambiente de trabalho e em meios bem pessoais, também pode refletir na carreira. ”O profissional deve entender que não há limite entre a vida pessoal e a profissional na internet. Sua imagem, suas fotos e até, muitas vezes, as intimidades, se tornam públicas, estando suscetíveis a análise e crítica. Esta exposição pode interferir na carreira”, sinaliza.
Exemplificando, a consultora conta um caso por ela presenciado. Concorrendo a uma vaga em call center, um profissional aparentava, pela entrevista, atender ao perfil do contratante. Como já é comum, a empresa incluiu um histórico de participação do concorrente em redes sociais na avaliação geral. “O candidato participava de uma comunidade, no Orkut, intitulada ‘Odeio trabalhar em fins de semana’, o que era previsto na vaga. Isto foi um sinalizador de que ele tinha grandes chances de insucesso”, lembra Bernadete. Obviamente, não foi contratado.
Dentro da empresa, os hábitos de navegação são foco de políticas de conduta. Por questões de segurança e perda de produtividade, muitos empregadores monitoram o uso de e-mails, messenger e a visitação em sites em geral durante o expediente.  “A competitividade exige que os profissionais estejam focados em suas tarefas, mas infelizmente eles acabam se perdendo em seus afazeres diários”, comenta a consultora. 
O desrespeito às políticas ou normas de conduta pode acabar em demissão por justa causa. “As empresas profissionalizam seus processos, normas, regras e políticas. Os profissionais também devem praticar a gestão de si próprios, preocupando-se com o desenvolvimento de suas competências técnicas e comportamentais”, recomenda Bernadete.

Imagem: © masterzphotofo - Fotolia.com
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