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Batizado no capricho
em: Datas Especiais
05/11/2014 09:00
Rito de ingresso na religião, o batismo é um momento especial.
Padrinhos para toda a vida
O laço forte e duradouro que o batismo propõe, leva, muitas vezes, os pais a optarem por tios ou familiares próximos para padrinhos, mas não há regra, vale o bom senso. “Sua função original é tutelar a criança na falta dos pais. Assim, é interessante escolher alguém jovem o suficiente, que dê conta do recado e goste de fazê-lo por você”, orienta a consultora de etiqueta e boas maneiras Sofia Rossi, autora do livro Modos e estilo: seu guia de boas maneiras.
Divergências religiosas não devem, obrigatoriamente, ser barreira. Contudo, é essencial considerar se os possíveis padrinhos são flexíveis no tema. “Avise se a igreja realiza o curso preparatório. É conveniente, também, precaver a igreja sobre a diferença de crença”, indica a consultora.
Gafe mesmo, continua Sofia, é escolher alguém importante por interesse. “Já, se o batizando tem mais de 16 anos, ele mesmo pode escolher”, complementa.
Cabe aos padrinhos serem presentes na vida do afilhado e ajudar, sem se sobrepor aos pais. “Eles podem e devem acompanhar o crescimento da criança, sem incomodar”, orienta Sofia.
Em tempo: é tradição a madrinha presentear a criança com as vestes do batismo.

O evento
Geralmente reúne-se um grupo restrito de amigos e familiares próximos. “É uma cerimônia familiar”, sinaliza a consultora. Pode-se, também, fazer o batizado no aniversário do bebê. Neste caso, nem todos os convidados precisam ir à igreja.
Na cerimônia religiosa é recomendada atenção com as vestes. Segundo Sofia, algumas roupas são inadequadas para a ocasião, como shorts, bermudas, vestidos curtos, decotes e transparências, além de bonés e chapéus em ambiente fechado. “Evite se exaltar, falar alto, usar o celular e chegar atrasado. Se a cerimônia for de religião diferente, é conveniente pesquisar sobre os procedimentos próprios do templo”, ensina.

Recebendo os convidados
Quando realizado pela manhã, pode ser seguido de um café, servindo-se pães, bolos, geleias, frios, frutas, café, leite, chocolate e suco; ou um brunch, com acréscimo de salada, torta salgada, quiche e sobremesa.
Se preferir promover o almoço, sugere-se servir massa, tortas, pratos com carne ou frango, batatas, arroz e salada. De sobremesa, além de bolo, musses e docinhos caem bem.
Já se a cerimônia acontecer durante a tarde, promova um lanche. O cardápio pode agregar café, suco, refrigerante, sanduíche de metro, salgados, pães, tortas, docinhos. Outra ideia é oferecer um coquetel, com salgadinhos e bolo.
O momento pede uma decoração clássica, com arranjos ou vasos de flores brancas; toalhas de cores suaves. Enfeites de anjinhos podem compor o ambiente. Como lembrancinhas, costuma-se oferecer às famílias terços, miniterços, vidrinhos de água-benta, marcadores de livros, plantas, etc.

Nas diferentes crenças
No catolicismo, o padre faz o sinal da cruz, unta o peito com óleo e derrama água sagrada sobre cabeça da criança. Na mesma cerimônia pode ser realizada a consagração a Nossa Senhora, com madrinha específica.
A iniciação da criança muçulmana acontece em seguida ao nascimento, quando o pai recita o Azan no ouvido do bebê, com os fundamentos da religião.
Para os judeus, a introdução ocorre com a maioridade religiosa. Quando os meninos completam 13 anos e um dia, realiza-se o bar-mitzvá (filho do mandamento) e quando e as meninas fazem 12 anos e um dia, celebra-se o bat-mitzvá (filha do mandamento). A partir desse momento, os jovens tornam-se totalmente responsáveis pelo cumprimento dos mandamentos divinos e sua ligação com o judaísmo se torna imutável.
Budistas têm a iniciação quase sempre na vida adulta, na ordenação leiga, onde um mestre ou superior do templo informa seu novo nome e ordem na linhagem de Buda.
Nas igrejas protestantes (batistas, luteranas, presbiterianas, pentecostais, neopentecostais, etc.), o batismo acontece pela imersão total na água e é realizado, geralmente, a partir dos 9 ou 10 anos ou quando adultos.
Na Umbanda, o batismo significa proteção. A iniciação só ocorre na fase adulta, se for seguida, de fato, a religião. Já filhos de seguidores de Candomblé passam pelo ritual ekomojade, quando é definido o orixá da criança, que recebe um nome africano religioso.

Imagem: © elisabetta figus - Fotolia.com
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