Selecione seu local x
Pesquisar meu local atual

Artigos e Receitasver todas as matérias

De olho no xixi deles
em: Nossos Bichos
12/11/2014 09:00
Só falta falar, é verdade. Por isto mesmo, nossos pets dependem de nós para prevenção e detecção de doenças renais.

Fique atento: mudanças de comportamento, aumento ou redução de ingestão de água e alteração da frequência, volume e características da urina podem indicar doença renal.
Responsáveis pela filtragem de toda substância líquida absorvida pelo organismo, liberando toxinas e retendo vitaminas, proteínas e outros compostos, os rins são fundamentais para o perfeito funcionamento do corpo. São vários os problemas relacionados ao órgão que acometem cães e gatos. Infecções bacterianas, nefrite, cálculo renal, cistite, neoplasias (tumores), intoxicação medicamentosa e outros males podem evoluir para insuficiência renal (perda gradativa da função), comprometer a qualidade de vida e até causar a morte de seu amigo de quatro patas.
A boa notícia é que a evolução da medicina veterinária permite diagnóstico e tratamento para a maioria dos casos. “Além de contarmos com especialistas em nefrologia, médicos veterinários em geral têm acesso às novidades, podendo prescrever o tratamento com total sucesso quando diagnosticado em tempo”, garante a Dra. Deise Carla Almeida Leite Dellova, professora de Medicina Veterinária da UniABC e especialista em fisiologia renal.

Diagnóstico precoce
Mais comum do que imaginamos, as doenças renais atingem animais de todas as raças e idades. Apesar da insuficiência renal ter maior incidência na fase idosa – geralmente iniciada aos nove anos em cães e 12 em gatos – é preciso estar atento em todas as etapas da vida dos animais de estimação. “Gatos jovens podem desenvolver a Doença do Trato Urinário Inferior (DTUI), que pode ocasionar obstrução na uretra, acúmulo de urina e parada no funcionamento dos rins muito rapidamente”, exemplifica Dra. Deise.
Para detectar qualquer um dos males é imprescindível ficar de olho neles, pois os principais sintomas são dificuldade para urinar e alteração do volume, odor ou cor do xixi. A urina deve ser amarelo claro e o odor não pode ser forte nem ausente.
Mudança comportamental, falta de ânimo, perda de peso e apetite, mau hálito, febre, vômito e sangue nas fezes também devem provocar uma corrida ao veterinário. “Gatos costumam urinar em locais diferentes, emitindo um sinal de que há algo errado”, acrescenta a especialista.
Mas não espere pelo pior, habitue-se a consultar periodicamente o veterinário, pois além de avaliação clínica, existem vários exames laboratoriais específicos que devem ser realizados com regularidade, principalmente em animais já idosos. Por meio de ultrassom de rins e vias urinárias, exame de urina, antibiograma, dosagem de ureia e creatinina é possível detectar qualquer problema no início, evitando que evolua para a insuficiência renal.
Cada dia mais avançada, a medicina veterinária já permite que cães e gatos possam ser submetidos a hemodiálise (filtragem do sangue por processo mecânico) para tratamento da insuficiência renal. Mas a alternativa é indicada apenas para casos muitos complicados.
Na maioria das vezes, fluidoterapia (soro) e medicamentos são eficientes e podem reverter o quadro ou propiciar uma boa qualidade de vida ao animal. “Para insuficiência renal a ação depende muito do grau de comprometimento dos rins, da idade e outras circunstâncias. Há ainda casos cirúrgicos, como as neoplasias e cálculos”, explica a professora. E para as outras patologias, tratamentos com medicamentos e mudanças na alimentação, com utilização de ração especial – uma das inovações desenvolvidas recentemente – costumam ser eficientes se administrados a tempo.
Segundo Dra. Deise, os últimos avanços na especialidade caminham para o aperfeiçoamento da técnica de transplantes. “Mas há um grande dilema ético que deve ser muito discutido, pois a retirada de um rim acaba comprometendo a sobrevida do doador”, alerta.

Prevenir sempre é melhor do que remediar
Para que os rins funcionem perfeitamente e cumpram sua função tão importante, é fundamental servir alimentação balanceada e de boa qualidade. “Você pode dar apenas filé mignon ao seu cãozinho e se considerar o melhor dono do mundo. Mas estará cometendo um grande erro, pois carne vermelha em excesso é prejudicial. A alimentação deles, assim como a nossa, deve ser balanceada”, explica. “As rações de boa qualidade são a melhor alternativa”, completa a especialista.
Visando a prevenção dos problemas renais é importante, ainda, fornecer água à vontade e permitir que os pets tenham acesso livre aos seus “banheiros”, não deixando que retenham a urina por muitas horas, o que pode gerar infecção ou cálculo renal.
Com os felinos, acostumados geralmente a utilizar a caixa de areia, é fundamental mantê-la sempre limpa, pois os gatos reterão a urina se seu “banheiro” não estiver totalmente higienizado.
Consultar periodicamente o médico veterinário é fundamental para detecção precoce de qualquer patologia e para proporcionar uma boa qualidade de vida. “Os proprietários de animais de estimação têm obrigação de providenciar a vacinação contra raiva, V8 ou V10 para outras doenças e o controle parasitário interno e externo”, ressalta Dra. Deise. “O profissional pode orientar sobre doenças e os cuidados necessários para que os animais tenham uma boa vida”, completa.  
x

URL



Redes Sociais

Email

x
Seu nome
Seu email
Comentário