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Muita calma nessa hora
em: Carros, Motos e Bicicletas
17/11/2014 09:00
Presenciar ou envolver-se em um acidente de trânsito é um baque para qualquer um. Entrar em pânico, porém, só piora a problemática situação. A única forma de ajudar é manter os nervos sob controle.

"Geralmente, as pessoas querem prestar socorro. Agir sob desequilíbrio emocional impossibilita prestar assistência eficaz", alerta o dr. Dirceu Rodrigues Alves Jr., diretor da Associação Brasileira de Medicina de Trânsito (Abramet).
Segundo dr. Alves Jr., o socorro não deve colocar em risco outras vidas, inclusive a do socorrista. "Ao presenciar um acidente com veículos ou atropelamentos, jamais pare em condições inseguras ou se exponha ao perigo. Tenha cuidado ao se aproximar. Aguarde um instante e analise se há indícios de fogo ou explosão, como vazamento de gasolina.

Guia para o socorro eficaz
A primeira ação é acionar o resgate por meio de celular ou fone na própria rodovia. Guarde o número: 193.
A seguir, sinalize o acidente com colocação do retângulo ou do que tiver à mão, como entulho ou galhos de árvores. O balizamento deve ser feito à cerca de 30 e 50 metros do veículo ou acidentado, tanto na parte frontal quanto traseira.
Em hipótese alguma tente retirar vítima presa em ferragens ou desvirar o veículo. "A manipulação equivocada pode piorar o estado de saúde, causando lesão na coluna vertebral, na medula óssea ou mesmo uma parada cardiorrespiratória", explica o diretor da Abramet.
De acordo com o médico, ao movimentar ossos fraturados, pode-se causar uma lesão vascular e arterial, levando a uma hemorragia que pode culminar na morte do acidentado. Ao tentar retirar partes do veículo de cima da vítima há ainda o risco de amputar um membro com fratura exposta, preso apenas pelo escombro, ou criar uma lesão que não existia.
Sangramentos substanciais podem ser controlados por meio de tamponamento com ajuda de uma peça de roupa ou do que estiver disponível. "Cubra a região e comprima para evitar maior perda de sangue e consequente estado de choque", ensina o dr. Alves Jr.

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O que se pode fazer
· Verifique se o acidentado tem pulsação, se está respirando. Em caso negativo, pode-se providenciar, se tiver conhecimento prévio das técnicas, massagem cardíaca e respiração boca a boca. "Quem não sabe fazer pode acabar quebrando a caixa torácica e produzindo múltiplas fraturas", adverte o médico.
· Se a vítima estiver consciente, transmita calma, confiança. Informe que o socorro está a caminho. Notando sonolência, faça perguntas para avaliar o nível de consciência e despertar atenção, indagando o nome, a idade, etc., da vítima.
· Se o acidentado perdeu a consciência, verifique se há um corpo estranho atrapalhando a respiração, como uma dentadura, e retire-o.

Você é parte do acidente
Aconteceu com você, o que fazer? Estando consciente, avalie se tem fratura, metal comprimindo o corpo ou se está preso às ferragens. Não estando nestas condições, tente sair do veículo, procure um local seguro e chame o resgate.

Vale lembrar
Deixar de prestar socorro a quem não tenha condições de socorrer a si próprio ou comunicar o evento a autoridade pública que o possa fazer, quando possível, é crime omissivo previsto no Código Penal. A pena é detenção de até seis meses ou multa.  
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