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Exército da decomposição
em: Serviços e Artigos Domésticos
24/11/2014 09:00
Destruidores de lares? Os cupins podem causar transtornos, mas, como na natureza há finalidade para tudo, eles têm um bom motivo para justificar a compulsão por destruição. O jeito é se prevenir.

Cupins têm como importante papel na cadeia ecológica ajudar na decomposição de materiais constituídos de celulose e derivados, contribuindo para a fertilização do solo, inclusive. Antiquíssimos habitantes do planeta, eles existem há mais de 50 milhões de anos, alimentando-se de madeira morta, arbustos e, algumas espécies, de excrementos de herbívoros com celulose não digerida.

Com a destruição das florestas e o crescimento das áreas ocupadas pelo homem, ficou difícil para os cupins distinguirem onde seu trabalho é bem-vindo ou é desnecessário. Deu-se, então, a confusão: as superinfestações.

São várias espécies existentes, mas os danos em residências, estruturas em gerais e móveis ocorrem por meio de insetos das famílias Kalotermitidae, que consomem madeira seca, e Rhinotermitidae, na qual se encontram os subterrâneos - ou cupim de alvenaria -, que podem desgastar diversos materiais, como as paredes, na tentativa de se locomoverem.

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Prevenção e controle

Para evitar - ou minimizar - as chances de uma infestação, a prevenção pode começar antes mesmo da construção do imóvel, com tratamento do solo com produto que mata e repele os insetos. Pode-se, ainda, optar por uma técnica de construção que evita o acesso dos cupins do solo com instalação de barreira de umidade, entre outras.

As ações exigem contratação de profissional especializado. Também é recomendável buscar por assessoria na compra de imóvel pronto para avaliar se há infestação.

Entre demais medidas preventivas, figuram a preferência por madeiras nobres nos móveis, a remoção de entulhos de madeiras de construção da casa, o uso de telas nas janelas e a limpeza diária da casa. Outra prática indicada é fazer inspeções regulares para detectar a existência de pequenos furos ou pó de serragem em portas, tacos, móveis, etc.

Existe, ainda, a descupinização preventiva, realizada por empresa especializada.

Se a infestação já está consumada, há alternativas para controle. Para melhores resultados, é importante constatar a presença dos insetos o quanto antes.

Um dos sinais típicos é a presença de um enxame de insetos alados, bem semelhantes às formigas, popularmente conhecidos como siriris. Após a infestação inicial, eles perdem as asas, que ficam espalhadas pela casa.

Outro sinalizador de cupim é a percepção de que móveis ou estruturas de madeira estão ocos, o que pode ser detectado batendo-se no local com um martelo.

No controle, recomenda-se a contratação de um profissional especializado, que usará métodos como iscas de madeira, papelão ou outros produtos com celulose, embebidos em um pesticida; repelentes ou cupincidas.

Para combater o cupim de alvenaria, deve-se localizar o ninho, que pode estar a até 30 metros da infestação, e fazer uma barreira.

Em condomínios, o combate eficiente exige o envolvimento de todos os moradores. Caso contrário, existindo um único ponto de infecção, os cupins podem se alastrar novamente.

Filosofia de cupim

Por mais prejuízo que possam causar - devido, principalmente, ao desequilíbrio originado das ações do próprio homem - os cupins são insetos de respeito.

Vivem em sociedade e valem-se da cooperação coletiva para assegurar alimentação, procriação, construção e defesa de seus ninhos. Também é admirável a capacidade de compensar sua fragilidade. Eles mantêm os ninhos úmidos para que os corpos não sequem e constroem abrigos para se proteger de predadores e dos elementos da natureza.
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