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Eu uso óculos
em: Serviços Correlatos
09/12/2014 09:00
Somente médicos especializados, os oftalmologistas, podem prescrever o uso de lentes corretivas mediante exames de acuidade visual. É lei.

Nem todos são bem resolvidos com seu uso, mas quem precisa de lentes para corrigir a visão não tem como fugir deles. Ainda que opte pela lente de contato, é imprescindível ter óculos para descanso.
A prescrição precisa ser feita por um oftalmologista. Óculos prontos nunca atendem às necessidades reais dos olhos. Também representam um perigo para a saúde.
Segundo o médico e professor universitário Dr. Paulo Augusto de Arruda Mello, ex-presidente e membro efetivo do Conselho de Diretrizes e Gestão do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), sintomas comuns a quem precisa de óculos, como dor de cabeça, sensação de areia no olho e redução da visão, podem indicar, em alguns casos, outros males, como tumores intracranianos ou intraoculares.
“Apenas um médico poderá interpretar os sintomas e indicar exames e maior investigação, aumentando as chances de tratamento eficaz. A consulta ao oftalmologista também pode prevenir ou tratar precocemente o glaucoma, a principal causa de cegueira no mundo”, alerta o especialista.
Usar óculos sem receita médica resulta em imprecisão da lente prescrita. “Na maioria dos casos, os graus são diferentes para cada vista. Óculos prontos não atendem esta especificidade. Lentes inadequadas, além de cansaço, também podem desencadear outros males oculares, como o estrabismo”, esclarece Dr. Mello.

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Os óculos devem ser mesmo personalizados. É preciso, ainda, medir a pupila do usuário a fim de que o centro ótico das lentes seja exatamente ajustado para não causar vista cansada.
Na consulta, questione o médico sobre o tempo de retorno. “A validade de uma receita varia de acordo com cada caso. Pode ser de seis meses até anos”, lembra o oftalmologista.
Vale lembrar: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a venda de lentes de grau em farmácias.

Na ótica
Ao escolher o modelo de armação e tipo de lente considere:
- A seriedade da ótica e a preparação de seus profissionais, que podem colaborar significativamente na melhor escolha para seu problema e tipo de rosto. Os óculos devem ser bem montados e com a graduação precisa.
- Alie a estética da armação com aspectos do problema a ser corrigido. “A correção do astigmatismo em grau elevado será prejudicada se houver qualquer mudança do eixo da lente na armação. Daí, que é recomendável optar por um modelo que não permita que as lentes tenham qualquer deslocamento”, alerta Dr. Mello.
- Lentes de grau elevado para correção de miopia são mais grossas nas laterais, portanto, mais pesadas. Melhor evitar armações grandes.
- A armação deve se adaptar perfeitamente ao rosto, encaixando-se confortavelmente ao nariz, sem causar incômodo, apertar ou marcar. As hastes não podem pressionar as têmporas, nem ficar frouxas, e devem se ajustar atrás das orelhas.
- Hoje são várias as opções de lentes: multifocal (para enxergar de perto e de longe), antirreflexo (com proteção UV contra raios solares), antiabrasivas (maior resistência a riscos), etc. A recomendação do Dr. Mello é avaliar o custo x benefício. “A lente antirreflexo favorece esteticamente e suaviza os olhos. É benéfica para quem trabalha em ambiente muito iluminado, evitando mal-estar e cansaço. Há, ainda, lentes que escurecem conforme exposição à luz, ideal para quem tem fotofobia (alta sensibilidade à luz).
É fundamental a conferência das lentes pelo oftalmologista, pois avalia a precisão do grau, a montagem, enfim, a efetividade dos óculos.

Cuide bem
Mais prático do que a rotina de higienização das lentes de contato, o cuidado com os óculos também é importante. Devem ser mantidos sempre limpos, afinal estão em constante proximidade com os olhos. “Lentes riscadas e armação torta incomodam e prejudicam a qualidade de visão”, ressalta Dr. Mello.

Imagem: © Maridav - Fotolia.com 
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