Selecione seu local x
Pesquisar meu local atual

Artigos e Receitasver todas as matérias

Na (in)segurança do lar
em: Serviços Correlatos
20/01/2015 09:00
Por suas características, a casa simboliza proteção e aconchego. Nela nos abrigamos contra as intempéries da natureza e outras ameaças externas, convivemos com as pessoas que amamos, sentimo-nos verdadeiramente à vontade. Talvez por essa razão, não nos damos conta das inúmeras ameaças que nos rondam nesta aparente fortaleza.


Devido à violência e outras mazelas do mundo, as pessoas preferem ficar em suas casas para se protegerem do perigo externo. Muitas vezes, porém, ele está mais próximo do que se imagina e pode atingir os filhos, os pais e a sensação ilusória de segurança dentro do lar.

Por mais acolhedora e aparentemente segura que seja nossa casa, é necessário prevenir e prestar atenção: uma criança não deve ser deixada sozinha nem por frações de segundo, pois não tem condições de avaliar situações perigosas como a temperatura das panelas sobre o fogão, os riscos de choques elétricos nas tomadas, a possibilidade de corte dos objetos pontiagudos, o alto potencial de envenamento por produtos químicos ou remédios deixados em lugares de fácil acesso e até mesmo as chances de fraturas em inofensivas brincadeiras em um playground.

As quedas são os acidentes domésticos mais frequentes entre as crianças. Com 54% dos casos, são fruto de brincadeiras em escadas, da ânsia de querer sair do berço, andar, correr ou subir num lugar mais alto para olhar pela janela ou pegar objetos. Depois vêm as intoxicações, que ocorrem principalmente no período de um a cinco anos de idade e são causadas por produtos químicos, materiais de limpeza, bebidas alcoólicas e remédios deixados em locais acessíveis. Na terceira posição aparecem os acidentes de trânsito e com bicicleta.

Estudos apontam a faixa etária de três a oito anos como a de maior incidência de acidentes domésticos infantis e indicam que as mortes mais comuns na idade de um ano acontecem por sufocamento, enquanto dormem ou por se engasgarem com objetos miúdos. Entre um e quatro anos, são decorrência de lesões com veículos, seguida de afogamentos em banheiras e piscinas, queimaduras na pele e quedas fatais.

Os idosos também têm tendência para sofrer acidentes dentro de casa e, como estão mais sensíveis e com a saúde vulnerável, sua reabilitação física e a cicatrização das feridas costumam ser mais demoradas. Por esse motivo, é necessário tomar certas medidas para se evitar as quedas, como adequar a altura de camas e móveis, providenciar pisos e tapetes antiderrapantes e colocar barras de apoio próximas ao vaso sanitário e dentro do box. Além disso, é sempre bom ter alguma luz acesa durante a noite para que o idoso não bata em quinas de móveis ao se levantar para beber água ou ir ao banheiro.

Os acidentes domésticos são previsíveis e, em 90% dos casos, podem ser evitados pela conscientização das pessoas e por pequenas modificações no ambiente.

Você pode encontrar mais informações sobre segurança doméstica na página da Safe Kids Brasil, uma instituição internacional e sem fins lucrativos que tem como objetivo combater o alto índice de lesões e acidentes com crianças até 14 anos. 

Imagem: © JackF - Fotolia.com
x

URL



Redes Sociais

Email

x
Seu nome
Seu email
Comentário