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Cuidados felinos
em: Nossos Bichos
23/02/2015 09:00
Os gatos são seres livres, porém também necessitam de cuidados e atenções especiais! Veja alguns detalhes importantes para que seu bichano viva saudável e longe do perigo

Ei, você que tem um gatinho em casa! Será que sabe todos os cuidados corretos para deixar o seu bichano lindo e longe de doenças? O Tá na Mão já lhe mostrou o charme dos gatos, os maus tratos que eles podem sofrer, além de contar a história deste tipo de pet. Agora, seguem algumas dicas para você redobrar a atenção com esses seres adoráveis.

Quando o assunto é gato, a primeira coisa que vem à mente é liberdade. Muitos donos liberam seus pets para saírem de casa, sem saber dos perigos que essa atitude pode lhes causar. Segundo a médica veterinária chefe da assessoria técnica do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo, Tatiana Pelucio, não é recomendado deixar os bichanos soltos nas ruas, pois ficam sujeitos contrair doenças. “Os bichos terão contato com outros, de outros tipos, o que aumenta ainda mais o risco. No caso de apartamentos, o ideal é possuir rede de segurança em todas as janelas e sacadas, tendo em vista o enorme risco de quedas”, recomenda.

O mais importante é cuidar da saúde do pet, pois desta maneira o bichano ficará mais resistente e viverá mais tempo. O coordenador do curso de Medicina Veterinária da Universidade Anhanguera UniABC, Rodrigo Casemiro Pinto Monteiro, explica que os bichanos, quando não recebem cuidados, podem apresentar complicações como o Complexo Respiratório Felino – conjunto de doenças virais que prejudicam a respiração dos gatos –, Panleucopenia Felina – doença transmitida por vírus que pode levar à morte –, sarna notoédrica, entre outras.

Os gatos podem contrair doenças infecto-contagiosas e zoonoses (que podem ser transmitidas entre animais vertebrados e homem). “Dentre as mais comuns que são transmissíveis ao humano, estão a toxoplasmose (pode afetar o cérebro, pulmões e outros órgãos), raiva (vírus que atinge o cérebro e a medula), giardíase (infecção do intestino delgado) e esporotricose (pode prejudicar os vasos linfáticos, a pele e até a alguns órgãos)”, afirma Monteiro.

Adotei um gato e agora?
Após adotar um gato, a primeira providência é levá-lo ao médico veterinário para que sejam adotadas todas as medidas necessárias, como a devida vermifugação e vacinação. Um cuidado que passa “batido” pelos adoradores de felinos é a castração.

De acordo com Pelucio, além dos benefícios de saúde, entre os quais se inclui a prevenção de tumores de mama, castrar o bichano ajuda em fatores comportamentais, como evitar fugas, brigas, miados indesejados em excesso, sem falar das crias. Caso o animal não tenha sido castrado, deve-se verificar junto ao profissional a melhor data para fazê-lo, de acordo com o estado de saúde do pet. “A castração sempre deve ser indicada para gatos, tanto machos quanto fêmeas”, completa Monteiro.

Feita a vacinação, vermifugação para evitar vermes e males para a própria casa transmitidos pelo gato, a atenção se volta para os cuidados rotineiros. O ideal é que o dono troque a água do pote de bebida várias vezes ao dia. O felino prefere água fresca e evita água que esteja no pote por muitas horas. No que diz respeito à alimentação, a ração precisa ser específica para a espécie e acompanhar a faixa etária do bichano.

Para as necessidades fisiológicas dos gatos, devem ser colocadas caixas de areia no ambiente onde vão ficar. Assim, a urina será absorvida pela areia e as fezes, facilmente retiradas pelo dono. Raças com pelagem extensa, como a persa, por exemplo, requerem escovação diária para evitar a formação de nós no pelo do animal.

“Todas as residências que possuem felinos devem ser teladas. Os animais têm o hábito de deitar nas janelas. Os casos de quedas de janelas de apartamentos são inúmeros. O animal muitas vezes pode vir a óbito”, alerta Monteiro. Além disso, o felino não pode ter acesso à rua, visto que pode sofrer atropelamentos ou maus tratos, bem como contato indesejável com outros gatos portadores de enfermidades transmissíveis.

Mais sobre a FIV e a FeLV
O Vírus da Leucemia Felina (FeLV, na sigla em inglês) e o Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV, na sigla em inglês, também conhecida como Aids felina) são doenças infecciosas dos gatos, portanto não são transmitidas ao ser humano. Os pets contraem esta doença a partir do contato com outros bichanos doentes. O mal atinge o sistema imunológico do animal, prejudicando sua capacidade de combater infecções e aumentando os sintomas de outras doenças que possam se hospedar nele.

A FIV e a FeLV são causadas por dois diferentes tipos de vírus (o transmissor da FIV pertence à mesma família do vírus causador da Aids). São espécies sensíveis e que podem ser prevenidas com o calor, uso de desinfetantes domésticos ou detergentes comuns. Os sintomas mais comuns são febre e aumento dos gânglios linfáticos. A tendência é que os bichanos sejam infectados na juventude, já que tendem a ficar mais resistentes quando mais velhos.

Segundo Monteiro, não existe um tratamento especifico para as doenças, visto que são infecções virais, sendo possível apenas o tratamento das infecções oportunistas e secundárias e tratamento sintomático. “A prevenção inclui não deixar os felinos terem acesso à rua, não permitir contato com felinos de origem desconhecida. Para a FELV, existe atualmente uma vacina que faz sua profilaxia, mas para a FIV não”, explica.
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