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Assunto de família
em: Básica
24/02/2015 10:30
Educar é preparar os filhos para a vida. Se é função da escola passar conhecimentos, é prioridade dos pais o ensino de valores, iniciando os pequenos em temas considerados tabus pela sociedade.

Hora ou outra, seu filho vai indagar sobre temas mais complexos. Sexualidade, drogas, morte, entre outros assuntos, precisam ser esclarecidos com naturalidade e bom senso para preparar os pequenos para a vida.
Mas, a quem cabe esta parte da educação? Devem os pais deixar a cargo da escola tamanha responsabilidade?
Para psicóloga Maria Rocha, da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), a abordagem pode ser conjunta. “Existe um lado que envolve a escola, sim. Esta participação refere-se ao conhecimento cientifico”, sinaliza. O aspecto moral ou as questões relacionadas aos valores familiares, por sua vez, devem ser conversadas pelos pais, com apoio de um psicólogo, se acharem conveniente.
O que não pode é se omitir e deixar passar a oportunidade de estabelecer, desde cedo, um diálogo aberto com os filhos. “É fundamental que os pais falem sobre esses temas”, reforça a psicóloga.

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Papel de cada um
Com o desenvolvimento das relações sociais, as crianças começam a ter acesso a informações de todos os tipos. Antecipar a curiosidade é estratégia capaz estabelecer um vínculo forte de confiança e abertura ao diálogo ao longo da vida, avalia Rocha. “Se a criança não encontra um ambiente fértil para o dialogo, ela não vai falar. Os pais devem falar com os filhos não em uma situação de repressão, mas informando-os sobre os assuntos. Caso contrário, o tema vira um tabu para criança”, esclarece.
Tendo também seu papel na formação da criança, a escola tem a função de transmitir os conhecimentos científicos, aponta a especialista. Sobre sexo, por exemplo, cabe à instituição ensinar sobre as diferenças entre os gêneros, o aparelho reprodutivo, a fecundação, os riscos à saúde, os métodos contraceptivos, a necessidade do uso de preservativo, etc.
A fim de alinhar o conhecimento com os valores familiares, os pais devem ter ciência prévia e concordar com o programa abordado pela escola: “É ali que o jovem vai se desenvolver socialmente”, alerta Rocha.
Reforçando sempre o diálogo e os valores, é importante que a família se posicione, reitera a psicóloga. “Quando os filhos se deparam com outros valores, os pais precisam argumentar e explicar quais são os princípios familiares. Em outras palavras, é preciso deixar claro que respeitar as diferenças não significa aceitá-las para a família”, complementa.

Outros temas
As drogas são outro tema considerado tabu, que não deve ser omitido. Ao contrário, deve ser foco de atenção especial, adverte a especialista. “Os pais devem aproveitar todas as oportunidades para conversar a respeito e falar sobre as consequências do uso das drogas para a saúde. Eles podem iniciar o assunto conversando sobre algum caso da família ou alguma situação vista na televisão”, explica.
Também nada agradável de ser tratada, a morte precisará, em algum momento, ser foco de uma boa conversa, em função da morte de um animal de estimação ou de um familiar. “Devemos deixar que a criança se expresse e extravase o que está sentindo. Os pais devem valorizar os sentimentos dela e também demonstrar os seus”, orienta Rocha.
Além de recomendar que as crianças sejam preservadas de ir ao enterro de parentes, a psicóloga considera válido usar um pouco de fantasia para lidar com a questão. “Pode dizer que quem morreu virou estrelinha”, ilustra.
Seja qual for o tema, os pais devem tratar dele com naturalidade e explorá-lo com a devida consideração. Se permanecerem dúvidas, elas podem ser sanadas por outros meios – nem sempre os melhores – e com grande ruído de comunicação. 

Imagem: © gpointstudio
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