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Profissão: cuidar
em: Serviços Correlatos
10/04/2015 09:00
Cuidadores profissionais ajudam o dia a dia de quem tem familiares acometidos por doença ou limitações da idade.

Muitas são as dificuldades de lidar com doença na família. Tempo, jeito, trabalho e demais compromissos acumulados fazem o serviço profissional de cuidador ser fundamental, não só para quem lida com o paciente, mas também para sua qualidade de vida.
Alavancada pelo aumento do número de idosos, faixa etária que cresce em participação na população, a profissão de cuidador passa a ser cada vez mais solicitada. “É um promissor campo de trabalho para quem se dedicar e se profissionalizar. Nos próximos 20 anos, precisaremos de mais de 10 milhões de trabalhadores nessa área”, informa o dr. Márcio Borges, geriatra e consultor em gerontologia.
Formado na grande maioria por mulheres, os cuidadores de idosos tem atividade classificada como ocupação pelo Ministério do Trabalho sob o código 5162-10, não pode ser remunerada com valor menor que o salário mínimo, se contratado sob regime de CLT, e deve ser provida de todos os direitos de trabalhadores domésticos.

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Tarefas de anjo da guarda
O profissional deve zelar pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer do paciente, o que inclui acompanhamento em compromisso, médico ou não, e atividades básicas de vida diária, como locomoção pela casa, por exemplo.
Um cuidador profissional bem preparado e experiente é de grande importância para o paciente e para a família, reduzindo a carga excessiva de trabalho dos familiares. “Este profissional agregará sua experiência para reduzir possíveis danos à saúde do idoso e, na medida do possível, melhorar sua qualidade de vida”, ressalta dr. Borges.
Como toda ocupação, tem como diferencial do profissional a qualificação por cursos e treinamentos não apenas para formação, mas também de reciclagem de conhecimentos.
Se a atuação envolver alta dependência e administração de medicamentos além da via oral, ou procedimentos técnicos, o dr. Borges recomenda a contratação de profissional de enfermagem. “Somente com esta qualificação pode-se administrar medicamentos via intramuscular ou intravenosa, realizar curativos orientado pelo médico e procedimentos como cateterização vesical (colher urina direto da bexiga), dentre outros”, explica o médico.

Cuidados para contratação
Mais do que um mero auxiliar doméstico, o profissional terá atuação decisiva na rotina do assistido e exercerá vital influência sob sua qualidade de vida. Daí a importância de uma série de cuidados na escolha do cuidador.
• Busque referências do profissional com antigos clientes.
• Avalie a experiência e a formação.
• Questione sobre o conhecimento do profissional acerca da patologia de que a pessoa é portadora, sobre idosos e possíveis complicações associadas à idade, como Alzheimer ou outras doenças neurológicas e neurodegenerativas.
• Também indague sobre habilidades e paciência para lidar com comportamentos inadequados.
• Consulte outros membros da família sobre a escolha do cuidador.
• Considere a empatia do paciente com o cuidador, levando em consideração, por exemplo se uma idosa se sentiria à vontade com um profissional do sexo masculino e vice-versa.
• Avalie se o cuidador tem condições físicas de realizar as tarefas necessárias, como, por exemplo, dar conta da locomoção de doente sem mobilidade e que precisará ser carregado, banhado, etc.
Mais informações: www.cuidardeidosos.com.br.

Sem culpa, é hora de contar com ajuda
Muitos familiares podem sentir certa culpa por recorrerem a profissionais para os cuidados com os pais idosos. Neste momento, o importante é visar à qualidade de vida do idoso ou doente que se não encontra mais condições de se cuidar sozinho.
“É comum condições que incapacitem o oferecimento de atenção necessária: famílias pequenas e com todos trabalhando, falta de condições dos familiares, doença ou brigas familiares, ou, ainda, falta de laços mais estreitos entre o idoso e a família que cuida”, lembra dr. Borges. Estes fatores, continua o médico, fazem com que o trabalho e a presença de cuidadores minimizem a possibilidade de falência familiar e garantem ao idoso um cuidado de melhor qualidade e dignidade.

Imagem: © Alexander Raths - Fotolia.com
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