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Sem rolar a dívida
em: Produtos e Serviços
29/04/2015 09:00
Popularizado nos últimos anos, o cartão de crédito atrai pela praticidade, ampla aceitação e facilidade de crédito. A opção pelo pagamento no rotativo é outra tentação do produto, que pode, contudo, desencadear um grave buraco negro nas finanças pessoais.

O pagamento no cartão pode ser feito integralmente no vencimento ou parcelado na compra, de acordo com as condições do estabelecimento comercial.
A grande armadilha reside na terceira opção: o pagamento do mínimo estipulado na fatura, que gira em torno de 10 a 20% dos débitos do mês. Esta alternativa rola automaticamente o saldo excedente para a fatura seguinte.
Este valor, porém, não é simplesmente deixado para a fatura seguinte como um favor da administradora do cartão. Ele é financiado, o que inclui acréscimo de juros e encargos contratuais que variam entre 6 a 16,99%, segundo a supervisora de Assuntos Financeiros do Procon, Renata Reis. “Existe uma grande variação nas taxas cobradas porque vivemos em uma economia de mercado”, explica Renata.
As altas taxas, que só ficam atrás dos juros cobrados pelo cheque especial, podem incrementar consideravelmente o valor devido. Um débito de R$ 1 mil, por exemplo, sob juros de 16,99%, postergado por um ano pagando apenas o mínimo da fatura pode resultar em uma dívida de R$ 5.900,00.
“Quem paga somente o mínimo da fatura, muitas vezes não está pagando nem os juros cobrados. A dívida vai crescer como uma bola de neve”, adverte a supervisora do Procon.
Com o incremento constante da dívida, a parcela mensal também aumenta e em determinado vencimento, mesmo o pagamento mínimo, ficará impraticável para o consumidor.

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Aperte o cinto
Para não entrar neste ciclo, a dica é sempre pagar o total da fatura, o que se torna mais fácil se o consumidor evitar compras por impulso e controlar os gastos do mês para que caibam no orçamento doméstico. O cartão deve ser usado como facilitador de pagamento, não como empréstimo.
Claro que eventualidades acontecem e em alguns meses pode ser impossível pagar a fatura integralmente. Neste caso, a supervisora do Procon orienta tentar, ao menos, pagar um valor maior do que o mínimo.
“Evite também usar o cartão no período de dificuldade, pois compras jogadas para o rotativo resultam em gasto maior do que estimado”, alerta Renata. O ideal, recomenda, é rever o orçamento doméstico para abrir mão de algumas despesas e equilibrar as contas.
Outra possibilidade citada pela supervisora é recorrer a um empréstimo pessoal ou consignado, com juros menores do que o do cartão. “Às vezes é interessante trocar uma dívida por outra. Entretanto, é preciso calcular se a nova parcela cabe no orçamento”, completa.
Além de um empréstimo, é possível ainda tentar renegociar o débito com a administradora do cartão, pedindo um novo parcelamento. Legalmente, as empresas não são obrigadas a concordar, mas segundo Renata, geralmente há interesse. “Neste caso, fique um tempo sem usar esta linha de crédito para não adquirir nova dívida”, ressalta.
Para questionar os juros cobrados pela administradora é importante ter ciência de que o conceito de abusividade depende da interpretação do juiz do caso, já que a variação está prevista na economia de mercado.
O que pode ser feito, de acordo com a supervisora, é procurar diretamente a Justiça e não o órgão de defesa do consumidor, sabendo de que o resultado da ação é impossível de ser previsto. “O consumidor precisa pensar nestes aspectos antes de escolher o cartão, optando por um que atenda seu perfil em termos de taxas e juros”, adverte.
Na dúvida sobre como equilibrar um orçamento e sanar dívidas é possível procurar o Procon para orientações.

Importante!
• Os juros devem constar em todas as faturas. Fique atento.
• Cartões sem anuidade podem embutir outras tarifas, que devem ser informadas e constar no contrato.
• Em caso de perda, extravio ou furto, comunique imediatamente à administradora e registre Boletim de Ocorrência.
• Os lojistas não podem cobrar preço diferenciado para pagamento à vista com cartão de crédito. 
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