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Patrulha da segurança alimentar
em: Comendo Fora
05/05/2015 09:00
Os olhos não veem, mas o estômago sofre. Alimentar-se fora de casa exige cuidado.

Aquele mal estar súbito com enjoo, a dor de cabeça desproposital ou o desconforto intestinal não aparece por acaso. É, muitas vezes, fruto da ingestão de alimentos contaminados ou preparados inadequadamente.
Intoxicações alimentares podem ter grau de gravidade variado, chegando até a colocar a vida em risco. São causadas por bactéria patogênica, toxinas, vírus, príons, parasitas ou, ainda, por pesticidas, medicamentos ou outras substâncias tóxicas adicionadas ao alimento. Existe também a possibilidade de ingestão de um agente naturalmente venenoso encontrado em alguns cogumelos e peixes.
Para evitá-las, fique atento ao que e onde come. A segurança alimentar é um conceito amplo que envolve desde a qualidade do produto, correto transporte e forma de manuseio até a exposição para consumo.
A melhor forma de prevenir-se é abrir bem os olhos… e o olfato.

+ Delícia gelada
+ Qualidade de vida começa no prato
+ Aceita um cafezinho?

Preste atenção
• Avalie as condições do ambiente em termos de limpeza, organização e conservação. A higiene deve ser impecável.
• Pia com sabão e toalhas de papel para a lavagem de mãos dos clientes é um detalhe que revela a preocupação do empresário com o tema. Também é bom analisar se as mesas possuem papel toalha descartável e se são trocadas, se a louça está bem lavada e se há pratos lascados.
• Comida morna ou com aquele gosto de requentada, além de desagradável para o paladar, é sinal de alerta. Molhos e legumes ressecados indicam que o alimento foi reaquecido, provavelmente reaproveitado.
• Balcões de self services devem ter equipamento térmico que mantenha os pratos aquecidos, diferente das saladas e sobremesas, que precisam de balcão refrigerado. O ideal é a existência de anteparos para evitar que os consumidores contaminem a comida encostando mão, parte da roupa ou tossindo e espirrando sobre a comida.
• Confusão de talhares no bufê é risco. Grupos de alimentos com temperaturas diferentes não devem se misturar.

Zona de perigo
• Uma das bactérias mais perigosas é a Salmonella, geralmente encontrada em ovos e carnes mal passadas, água, etc. Ovos crus são utilizados na preparação de maionese caseira, musses frias e molhos como o ceasar. Em São Paulo, há lei estadual que obriga restaurantes e outros estabelecimentos a utilizar ovos em pó ou líquido, pasteurizados, em preparações sem cozimento.
• Prefira molhos em saches.
• Pratos com creme de leite e queijos também são de fácil de deterioração.
• Carnes mal passadas, carpaccios, peixes e crustáceos crus apresentam mais perigo de contaminação. Não ingira bifes pálidos que, mesmo bem passados, podem ter sido recongelados.
• Verduras cruas são outro possível foco de perigo, pois necessitam de lavagem e descontaminação para evitar parasitas.

Visite nossa cozinha
É lei. Em Santo André, a Lei nº 7.192/94 dispõe sobre o acesso à cozinha e a outras dependências de restaurantes, hotéis e similares onde sejam preparados e armazenados os alimentos.

Se quiser conferir de perto, o que exige vestimenta adequada, repare:
• Limpeza geral, incluindo chapas, fogões, panelas, talheres, louças, pia, etc.
• Armazenamento dos alimentos, que não devem estar em contato, mesmo que indireto, com o chão.
• Refrigeradores, congeladores e frigoríficos precisam de termômetro para controle da temperatura.
• A entrada de alimentos não deve ser a mesma utilizada para retirada do lixo.
• Os funcionários devem estar vestidos adequadamente com rede no cabelo e luvas.

Lanchinho rápido
• Em padariaslanchonetes e cafés, os salgados não podem ficar no balcão à temperatura ambiente. O correto é mantê-los em geladeira para posterior aquecimento ou em balcão térmico em temperatura acima de 60°C.
• Sobremesas e bolos com cremes ou recheios devem ser mantidos sob refrigeração.
• Doces e salgados devem conter etiqueta com data de fabricação e validade.
• Latas e garrafas precisam ser lavadas antes de servidas. Prefira consumir bebidas em copo.
• Barraquinhas e ambulantes devem ter equipamento adequado para refrigerar os alimentos. É importante constatar o asseio do vendedor, dos utensílios e do preparador de alimentos. Talheres, pratos e copos devem ser descartáveis e o manuseio da alimentação deve ser com luva.
• Consumir camarão, queijo coalho, milho, frutos do mar, entre outros, na praia é arriscado.

Sempre
• Peça bebida já gelada, mas sem pedras de gelo. Não tem como garantir qual a água utilizada para seu preparo. E, por mais faminto que esteja, analise o aspecto geral da refeição.

A Vigilância Sanitária de Santo André atua em decorrência de análises, caracterização e comunicação de risco em bares, padarias, açougues, supermercados, restaurantes, buffets, pizzarias, cozinhas industrial e central, além de estabelecimentos com atividades noturnas. Para denunciar irregularidades, entre em contato com a Ouvidoria pelo 0800-0191944. Para os comerciantes, existe disponibilidade de orientação sobre boas práticas e licença sanitária no prédio da Prefeitura, guichê 25, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Imagem: © Luiz - Fotolia.com  
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