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Hipertensão: tratamento é para toda a vida
em: Especialidades
06/05/2015 09:00
Um grave problema de saúde pública, a hipertensão arterial sistêmica – comumente conhecida como pressão alta – atinge 35% da população com mais de 40 anos, um índice em ascensão preocupante, que se eleva inclusive entre crianças e adolescentes. Geralmente sem cura, o mal pode ser controlado com tratamento contínuo.

A hipertensão é alavancada, em grande parte dos casos, por maus hábitos da vida moderna, prevalentes nas grandes cidades. Em nossa cidade, os índices são igualmente altos: de acordo com a Secretaria de Saúde de Santo André, em 2014, somente até julho, 8.941 pessoas eram acompanhadas pelas equipes do programa Estratégia Saúde da Família (ESF) devido ao problema. Em 2013, foram 16.525 casos, o equivalente a 11% da população, segundo o Sistema de Informação da Atenção Básica (Siab), que engloba apenas os atendimentos da ESF na rede básica de saúde.
Para conter o avanço do mal, que pode causar problemas cardíacos, renais e derrame cerebral, a informação é a melhor arma. Apesar da influência de fatores genéticos, a prevenção tem importante reflexo no grau de hipertensão, facilitando seu tratamento e controle.

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O que é?
A elevação da pressão arterial ocorre, em parte, pela contração dos vasos sanguíneos, resultando, geralmente, na dificuldade de circulação do sangue. O mal enfraquece os vasos e dilata o coração.
Segundo a dra. Elaine Monteiro Matsuda, coordenadora da Saúde do Adulto da Secretaria de Saúde do município, a hipertensão arterial sistêmica é uma condição clínica adquirida devido a uma somatória de fatores, como predisposição hereditária e costumes de vida. “Os hábitos são determinantes no desenvolvimento da doença, embora o mal possa se desenvolver mesmo evitando os fatores de risco. Neste caso, contudo, a intensidade do problema será bem menor, facilitando o tratamento”, explica.

Quando a pressão está alta?
A pressão considerada alta é a medida acima de 140 por 90 (14 por 9) em adultos com mais de 18 anos, que não tomam remédio de controle. Para se ter certeza do diagnóstico, é necessário que a aferição seja repetida em dias e horários diversos.

Quais hábitos e condições causam a alta da pressão?
Obesidade ou sobrepeso, sedentarismo, abuso do sal e demais hábitos alimentares ruins, como consumo de gorduras, além de tabagismo e consumo de álcool são os principais desencadeadores da pressão alta. Distúrbios da tireoide ou em glândulas endocrinológicas também podem causar aumento da pressão.
O risco aumenta, ainda, com a idade, intensificando-se a partir dos 50 ou 60 anos.

Quais os sintomas?
Um dos perigos da hipertensão é ser assintomática. “Daí a importância de realizar um controle, medindo-a regularmente”, recomenda a dra. Matsuda. Quando sintomática, costuma-se sentir dores no peito e de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, etc.

Qual o tratamento?
A hipertensão não tem cura, em grande parte dos casos, mas tem controle. “Pode ser curada se for causada por problemas como estenose da artéria renal ou tumor em glândulas produtoras de adrenalina, devidamente tratados”, sinaliza a médica.
Nos demais casos, o controle é fundamental para evitar sérias complicações. “O tratamento é feito por meio de remédios e de mudança de hábitos. O medicamento deve ser mantido mesmo que o índice permaneça abaixo do limite”, adverte a dra. Matsuda.
O mesmo vale para a mudança de hábitos. Uma rotina regrada, o que inclui controle de peso e alimentação saudável, com reduzido consumo de sódio e gorduras saturadas, baseada em frutas, verduras, legumes, cereais integrais, leite e derivados desnatados, aliada à prática de atividade física e redução ou, preferencialmente, o abandono do consumo de álcool e cigarro.

Quais as complicações decorrentes da hipertensão?
O quadro de hipertensão pode desencadear uma série de outros males. As principais complicações são o acidente vascular cerebral (derrame), infarto agudo do miocárdio ou doença renal crônica. Também pode levar a uma disfunção do músculo do coração, causando arritmia e insuficiência cardíacas.

Imagem: © apops - Fotolia.com
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