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Inclusão que se aprende
em: Complementar
16/06/2015 09:00
O caminho de inclusão trilhado pelos portadores de necessidades especiais não é fácil. Parte dele depende da aprendizagem de ferramentas facilitadoras para comunicação, locomoção e que abram as portas do mercado de trabalho.

Libras

Portadores de deficiência auditiva aprendem a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras), que foi estruturada a partir da língua de sinais francesa, já que cada país possui seu próprio idioma. Também se caracteriza pela existência de expressões regionais.

Libras não é uma simples tradução de forma gestual da língua portuguesa, mas sim um idioma à parte. É composta de diferentes níveis linguísticos: o fonológico, o morfológico, o sintático e o semântico.

Os sinais de cada palavra devem ser interpretados a partir da combinação da forma e do movimento das mãos e do ponto no corpo ou no espaço onde são feitos. Sinais para desculpar, evitar e idade, por exemplo, são iguais, mas diferem no significado de acordo com o local onde são realizados. É necessária, também, a compreensão da estrutura gramatical para formar as frases.

Na interpretação, têm importância ainda as expressões faciais e corporais, que completam o contexto da conversação com função semelhante à da entonação na leitura para entendimento do texto.

Já o alfabeto dactilógico é um suplemento da língua usado para soletrar palavras como nomes próprios, lugares e outros vocábulos não existentes em Libras.

+ A era dos poliglotas
+ Direto para o mercado de trabalho
+ Dominando o idioma

Braile

O método de leitura para cegos foi desenvolvido pelo o francês Louis Braille em 1825, a partir de um sistema de leitura no escuro de uso militar. Baseia-se em um grupo de seis pontos em alto relevo, formado por duas colunas com três pontos cada.

O agrupamento destas fontes gera a formação de 63 símbolos que representam os caracteres tanto de literatura, matemática, informática e música e inclui sinais de pontuação. É universal, permitindo o acesso à informação e estudo.

A leitura pode ser feita com tato ou visão, da esquerda para a direita. Já a escrita necessita dos instrumentos reglete (placa de metal com orifícios em uma das faces) e punção (semelhante a uma agulha, é usado para pressionar e marcar o papel). Pode também ser escrito com uma máquina especial, de sete teclas.

As crianças são alfabetizadas no sistema braile a partir de determinada etapa de desenvolvimento, que permita utilização dos instrumentos.

A Faculdade de Educação da USP desenvolveu um programa que permite aprender braile online. Criado para facilitar a interação, o curso destina-se a pais e educadores, que aprendem o método por meio de animações gráficas, exercícios e jogos em substituição ao tato. Pode ser acessado pelo endereço eletrônico www.braillevirtual.fe.usp.br/pt/index.html.

Informática


Deficientes visuais podem aprender informática em cursos especializados. Além da existência de computadores que traduzem para e de braile, há recursos de voz, capas para teclado em braile e outros facilitadores que garantem a acessibilidade dos deficientes visuais a uma ferramenta vital para integração ao mercado de trabalho.

Há também um programa leitor de tela que permite aos usuários acesso ao ambiente Windows e à internet. Mais informações podem ser obtidas no site www.fb.org.br/Institucional/AcoesComunitarias/InformaticaparaDeficientes/.

Carteira Nacional de Habilitação

Portadores de necessidades físicas especiais podem dirigir. O processo de habilitação deve ser iniciado com exames médico e psicotécnico especiais para mobilidade reduzida, realizados por profissional credenciado pelo Detran e indicando o grau de deficiência e as adaptações necessárias para o veículo.

As aulas teóricas e práticas devem ser feitas em um Centro de Formação de Condutores (CFC) especializado e com veículo adaptado. A prova acontece normalmente.

Os veículos podem ter vários tipos de adaptações, possibilitando a portadores de necessidades especiais com diferentes limitações a independência de locomoção.

Para saber quais CFCs estão autorizados, consulte a página do Detran www.detran.sp.gov.br/enderecos/clinicas_especiais.asp
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