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Lentes de contato
em: Serviços Correlatos
23/06/2015 09:00
A vontade de se livrar dos óculos, substituindo-os por lentes de contato, tem um preço além do custo do produto. Para evitar o comprometimento da visão e da saúde ocular, é preciso avaliação especializada e cuidados rígidos.

Vaidade, liberdade ou praticidade são grandes atrativos das lentes de contato. Para usufruir da mesma qualidade e conforto visual proporcionado pelos óculos, contudo, é importante contar com uma prévia avaliação de profissional especializado nas ciências da visão (óptica, contatologia e optometria).

Somente este profissional será capaz de avaliar se a expectativa do paciente é adequada às condições de uso, como ambiente, anatomia do olho e pálpebras; quantidade e qualidade da lagrima e exigência visual. A explicação é do presidente do Conselho Regional de Óptica e Optometria do Estado de São Paulo (CROO-SP), o professor José Eduardo de Moura. “A lente de contato é um corpo estranho ao olho. O segredo do uso está em evitar a rejeição, seguindo à risca a recomendação do especialista. Bem orientado, não há contraindicações”, orienta. 

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Em constante evolução, as lentes podem compensar todos os vícios refrativos (miopia, hipermetropia e astigmatismo). Também podem ser de uso prolongado (anual) ou descartável (mensal ou diária) e hoje estão disponíveis nas versões gelatinosa, rígida e híbrida. A melhor opção deve ser decidida após avaliação de uma série de fatores, como ceratometria ou topografia (medida do raio de curva), diâmetro, fenda e tônus palpebral, qualidade do filme lacrimal, condição de pestanejo, além do componente refrativo (especificação da fórmula óptica). 

Uso consciencioso 

A avaliação deve, também, indicar quais as possibilidades de uso, ou seja, qual o grau exato de flexibilidade e liberdade permitida ao usuário: “Dormir com a lente pode causar adesão à córnea, provocando descamação do epitélio e abrindo oportunidade para patologias. Já o excesso de lágrima, provocado por ações como banho, natação, andar de moto sem óculos ou com a viseira aberta, por outro lado, pode desestabilizar a lente e causar flutuação e deslocamento”, esclarece o especialista. 

O uso inadequado, adverte professor Moura, não só compromete a visão, como pode desencadear uma série de problemas, desde a intolerância ao uso – reversível com reeducação – até um quadro crônico, que limite ou impossibilite a utilização. Importante lembrar que a falta de higiene pode acarretar proliferação de bactérias, infecções na córnea e outras complicações.

Além dos cuidados (veja a seguir), é fundamental prestar atenção nos sinais e sintomas. “Olho vermelho pode ser indicador de oxigenação insuficiente. A vascularização pode estar associada por uso inadequado. Queda de acuidade visual, sensação de corpo estranho, olho seco, vermelhidão, são indicadores que não devem ser desprezados”, exemplifica o presidente do CROO.

O especialista recomenda que se crie o hábito de avaliar a visão diariamente, durante o café da manhã. O exame deve ser feito dissociando os olhos (tapando e alternado) para comparar com a visão do dia anterior, tendo como referência, por exemplo, um calendário na porta da geladeira ou rótulos de embalagem. “Recomenda-se a avaliação semestral ou anual se possível, com um histórico de registros de sinais e sintomas no período”, complementa. 

Mandamentos dos cuidados com as lentes

• Ter disciplina para seguir as recomendações do especialista. 

• Manusear as lentes somente com as mãos limpas.

• Manter o estojo limpo e trocá-lo regularmente.

• Realizar, incondicionalmente, a higienização com solução apropriada, indicada pelo profissional, nunca com água da torneira, filtrada ou boricada, etc.

• Iniciar o procedimento de colocação e retirada da lente sempre pelo mesmo olho. Ainda assim, preste atenção para não confundir e trocar as lentes (usar a do olho direito no esquerdo e vice-versa).

• Retirar as lentes uma hora antes de dormir e lavar os olhos. 

• Usar as lentes pelo período recomendado pelo especialista. A indicação vai variar para cada caso, já que depende do meio ambiente e da atividade desenvolvida pelo usuário, seja no trabalho, seja no lazer. 

• Jamais compartilhar a lente com outros – ainda que seja sem grau, colorida. 

• Nunca recolocar a lente no olho sem a limpeza adequada.

• Descartar as lentes no prazo recomendado pelo especialista e pelo fabricante.

Imagem: © PaulShlykov - Fotolia.com
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