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Coronel Oliveira Lima
em: Santo André, passado presente
29/10/2015 09:00

A popularidade da rua sempre esteve atrelada aos inúmeros estabelecimentos comerciais ali existentes. Antes de ser famosa por isso, no entanto, os comerciantes se instalavam ali pelo fato de ser a ligação entre a estação ferroviária e o centro administrativo da Vila de São Bernardo, localizado onde, hoje, é a região central do município vizinho.

Embora não seja possível precisar quando o caminho foi criado, é certo que ele surgiu no final da segunda metade do século XIX e já em 1907 recebeu a denominação de rua Coronel Oliveira Lima.

À época, era uma via de terra que abrigava casas, comércios e fábricas e por onde circulavam carroças, charretes e carros de boi. Nos anos 20, até recebeu os trilhos por onde correu o primeiro meio de transporte coletivo da cidade: um sistema de bondes que, interligando Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano, servia de atrativo para a venda de imóveis nos bairros criados pelos irmãos Hypolyto Gustavo e Ernesto Pujol.

No final da década de 1930, a rua foi calçada com paralelepípedos e assim permaneceu por quase três décadas, quando foi asfaltada. Carros e ônibus percorreram a Oliveira Lima em toda a sua extensão até 1979, quando o trecho que vai do Largo da Estátua até a Praça do Carmo foi transformado em um calçadão. A princípio, a novidade foi aprovada pela população, mas, com o tempo, deixou de fazer frente à concorrência dos shoppings centers que se instalavam na cidade e ao fortalecimento do comércio dos bairros.

Para revitalizar o complexo comercial, o calçadão foi estendido até a Rua Gal. Glicério, a parte até então existente recebeu cobertura e todo o piso foi coberto com lajotas que reproduzem a obra do artista plástico andreense Luiz Sacilotto. A nova fase foi inaugurada em 2000.

O nome completo do coronel que dá nome à rua era João Batista de Oliveira Lima. Também conhecido como Joãozinho Teco, o oficial da Guarda Nacional foi um político local influente. Além de ter sido vereador de 1895 a 1898 e de 1902 a 1913, exerceu a Presidência da Câmara – cargo mais importante que o de prefeito na República Velha - 1895 a 1896 e de 1898 a 1910.

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