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TPM aos olhos dos outros é mimimi
em: Especialidades
13/11/2015 16:58
Lidar com as dores e o mau humor na tensão pré-menstrual é tarefa complicada. Informar-se sobre o problema é a primeira atitude que a mulher deve tomar para evitar que ele afete sua vida.
 
Protestos viralizaram nas redes sociais diante da propaganda de uma marca de analgésicos anti-cólica que associava a Tensão Pré-Menstrual (TPM) à “mimimi”, gíria utilizada para se referir à queixa sem importância. A reação negativa fez os responsáveis tirarem a campanha do ar e se desculparem publicamente. A comparação feita na publicidade, contudo, evidencia o quanto o problema é subestimado.
 
Nem só de irritação se caracteriza a TPM. Na verdade, ela é um conjunto de manifestações apresentado pelas mulheres desde alguns dias antes da menstruação até o fim dela. Para fazer jus à amplitude dos sintomas, em 1953 foi proposta a mudança de nome para Síndrome Pré-Menstrual.
Segundo a assistente doutora do Centro de Saúde Escola Geraldo Horácio de Paula Souza – da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo –, coordenadora do Primeiro Centro de Apoio à Mulher com TPM do Hospital das Clínicas de São Paulo e autora dos livros Vencendo a TPM e A mulher e os sete grandes desafios, Mara S. C. Diegoli, várias teorias tentam justificar as causas do mal. A variação nos níveis da serotonina, substância responsável principalmente pelo humor e apetite, é uma das principais delas. “Mudanças em seus níveis poderiam explicar vários sintomas, como irritabilidade, agressividade, depressão e mudanças no apetite”, argumenta.
 
Outras disfunções físicas apontadas como causadoras da síndrome são grande quantidade de prostaglandinas (substâncias produzidas em vários locais do corpo, mas que, quando em excesso, provocam dor), alterações hormonais e retenção de água. Fatores externos, como dificuldade econômica, pressão no trabalho, doenças e até mesmo estresse também podem desencadear a enfermidade.
 
Há, ainda, a questão da hereditariedade. “Ela ocorre principalmente em mulheres cujas mães têm ou tiveram TPM”, alerta a doutora, lembrando que, embora possa ocorrer em qualquer idade, costuma ser mais frequente e intensa após os 30 anos.
 
Diagnóstico e tratamento
Ao todo, já foram descritos mais de 100 sintomas para determinar a síndrome. Dentre eles, os mais frequentes são irritabilidade, ansiedade, depressão, tristeza, agressividade, choro fácil, desânimo, cansaço, compulsão por doces, dor de cabeça, prisão de ventre, diminuição da libido e dor ou inchaço nas mamas, pernas e barriga.
 
Para constatar a doença, deve-se anotar, diariamente e por dois meses seguidos, tudo o que sentir ao longo do dia e verificar se esses sinais aparecem antes da menstruação e desaparecem com ela. Caso isto ocorra, trata-se de TPM.
 
O tratamento é recomendado quando o desempenho profissional, social e familiar da mulher for prejudicado. Existem diversas opções: vitaminas, nutrientes, calmantes, antidepressivos, diuréticos, psicoterapia e, inclusive, ioga. No entender da dra. Diegoli, porém, “o mais importante é a mulher se conscientizar de que a vida ficaria muito melhor se aprendesse a se conhecer e a controlar suas reações”.
 
Contribuições essenciais
Uma boa alimentação é fundamental nessa fase. Além de representarem quilos extras, “alguns alimentos podem piorar os sintomas, principalmente os físicos, por reterem mais água no organismo e, consequentemente, aumentarem o inchaço e a dor”, esclarece a especialista, que recomenda:
 
· Aumentar a ingestão de frutas e verduras;
· Preferir alimentos que atuem como diuréticos, como morango, melancia e agrião;
· Consumir alimentos que contenham vitaminas B e E para, respectivamente, aumentar a produção de serotonina e regular a de prostaglandinas;
· Evitar cafeína e seus derivados;
· Reduzir a ingestão de sal;
· Evitar doces, pois o açúcar refinado aumenta a retenção de água. Por outro lado, o chocolate alivia muitas das manifestações por provocar a liberação de serotonina e endorfina;
· Diminuir o consumo de refrigerantes e frituras.
 
Atividades físicas complementam a rotina de combate ao problema, pois tanto reduzem a tensão e a depressão como aumentam a auto-estima. “Embora qualquer exercício físico possa aliviar a TPM, os que melhor atingem este objetivo são os aeróbicos, como caminhar, andar de bicicleta ou até dançar”, conclui a médica.

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