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A decisão pelo asilo
em: Serviços Correlatos
15/01/2016 12:50
 No processo de envelhecimento, é comum os idosos perderem a autonomia. Mesmo existindo várias alternativas aos cuidados familiares, às vezes, a institucionalização se faz necessária.
Grande parcela da população brasileira hoje é formada por idosos. Trata-se de uma situação preocupante, já que a sociedade atual está cada vez mais ativa no mercado de trabalho, sem disponibilidade nem estruturas para dar aos velhinhos a atenção de que necessitam.
Nesse estágio da vida, muitos idosos perdem a independência e passam a carecer de monitoramento constante. As primeiras opções a serem consideradas devem ser aquelas que permitam cuidar deles sem que tenham de abrir mão do aconchego de casa, como centros-dia, rodízio entre familiares, contratação de serviços de teleassistência ou cuidadores. Todavia, nem sempre estas possibilidades são suficientes, restando às famílias internar os parentes em asilos ou casas de repouso.

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Problemas cognitivos, a exemplo de demência ou Alzheimer, e exigência de monitoramento médico em período integral ou de ajuda em todas as atividades diárias são alguns pontos que justificam a institucionalização.
Segundo a gerontóloga formada pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (USP) em 2011, Ana Luiza de Andrade, “as casas de repouso surgem para oferecer um novo lar para idosos que normalmente não têm condições físicas, estruturais e financeiras de continuar vivendo em suas casas”. Sendo assim, cabe aos familiares analisarem os reais motivos e verificarem com cautela e bom senso se essa é a escolha ideal.
Levar em conta a vontade do próprio idoso, inclusive, é essencial. “Ele será obrigado a sair de casa, abandonar sua rotina, separar-se de objetos que lhe são caros e isso, muitas vezes, pode acarretar prejuízo de sua saúde física e psíquica”, explica a psicanalista e professora do Departamento de Psicologia Social do Instituto de Psicologia da USP, Belinda Mandelbaum. 
É fundamental que o idoso seja consultado e informado sobre tudo o que lhe diz respeito. Por meio do diálogo e da sinceridade, a família precisa expor suas dificuldades ao parente e mostrar-lhe que isso não significa abandono, e sim preocupação.
Embora seja um passo difícil, a decisão de internar “pode dar certo em condições de real necessidade e tem grandes chances de evoluir de forma tranquila e segura quando feita com respeito e cuidado”, pondera Andrade.
Sentimentos aflorados
A carga emocional associada ao período é desafiadora e toda a adaptação tem de ser monitorada de perto. Tanto o idoso quanto aqueles que o cercam lutam com sentimentos íntimos, como medo, vergonha ou tristeza. “Como essa escolha envolve questões culturais, o familiar pode se sentir culpado e o paciente enganado”, explica a gerontóloga.
Mandelbaum considera que, apesar de frequente, o sentimento de culpa não se justifica quando é oferecido algo de bom. Caso persista, convém reavaliar se essa é a opção certa para todos.
Recorrer a profissionais ou pessoas que já trabalharam com a terceira idade pode ser um bom caminho para entender e saber lidar com a fase.
Preocupações indispensáveis
Tomada a decisão, a etapa seguinte é encontrar uma instituição para acomodar o idoso. Andrade recomenda que certas exigências sejam feitas no momento da escolha em relação ao local, que deve:
• estar dentro dos padrões exigidos por lei; 
• ter profissionais especializados em lidar com pessoas da terceira idade e que as respeitem de forma íntegra; 
• prezar pela limpeza e pela organização;
• ter flexibilidade em propiciar passeios externos nos fins de semana;
• proporcionar o convívio social com atividades lúdicas;
• ter, se possível, áreas verdes para preservar o contato com o dia e com a natureza;
• respeitar a individualidade e as vontades de cada pessoa. 
Deve-se preferir, ainda, estabelecimentos que viabilizem visitas constantes. Isso porque, pelo fato de o idoso perder um pouco da convivência social e sentir que foi abandonado, “é importante que ele receba visitas e a família acompanhe como ele está sendo tratado”, conclui a psicóloga.
Fatores financeiros também pesam. A família tem de verificar seus recursos e decidir o que é mais vantajoso. Em agosto de 2015, asilos e casas de repouso custavam entre R$ 3 mil e R$ 8 mil por mês, conforme os serviços oferecidos, como nível de atendimento médico e psicológico, quarto individual ou compartilhado e câmeras 24 horas. Já se a preferência for pela contratação de cuidadores para ficar em casa, o gasto varia de R$ 1.500 a R$ 4.500, dependendo da qualificação deles, sem contar adicionais noturnos, benefícios e equipamentos de que o idoso venha a precisar. Vale lembrar que, como a jornada de trabalho destes profissionais é de oito horas diárias, pode ser necessária a contratação de mais de um deles para os velhinhos que requerem de atenção o dia todo.
 
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