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Um pouco de verde no telhado
em: Construção e Reforma
28/01/2016 10:00
 Instalado em coberturas de residências, escritórios e até shoppings, o telhado ecológico é uma alternativa sustentável que melhora a qualidade de vida.

Bastante popular em países europeus, o telhado verde aos poucos ganha adeptos no Brasil. Os edifícios Gazeta, na Avenida Paulista, e Matarazzo, atual sede da Prefeitura de São Paulo, são alguns dos locais onde já é possível observar o projeto.
A técnica, aplicada tanto em lajes quanto em telhados convencionais, consiste em uma cobertura impermeável com sistemas de armazenamento parcial e drenagem de água, que recebe substrato próprio e vegetação.

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Embora seja uma tendência da arquitetura moderna, há relatos que ligam sua origem ao Egito antigo. No entanto, o telhado ecológico como elemento arquitetônico só foi pensado em 1920 pelo francês Le Corbusier, que desenvolveu a ideia de terraço-jardim para amenizar o prejuízo ambiental causado pelas construções e criar áreas verdes de lazer.
O interesse e a aceitação pelas coberturas vegetais são resultados das muitas vantagens oferecidas. Sem atrapalhar a infraestrutura urbana, a inovação alia sustentabilidade a beleza e valorização do imóvel. 
Graças às plantas, responsáveis por absorver as substâncias tóxicas e liberar oxigênio na atmosfera, o uso deste recurso ajuda a diminuir a poluição e a elevar a umidade do ar.
Ao mesmo tempo em que minimiza os ruídos dentro das edificações, o telhado ecológico também funciona como isolante térmico, protegendo os cômodos das altas temperaturas e retendo calor no inverno. 
Além de reduzir o efeito das ilhas de calor nas metrópoles, a iniciativa contribui para evitar enchentes. Essa contribuição, que já ocorre normalmente pela retenção de água das chuvas na terra, pode ser aumentada se à cobertura for associado um sistema de coleta e reuso.
Como os privilégios são tão impactantes para os grandes centros urbanos, algumas cidades até oferecem abatimento em impostos para estimular a implantação do projeto. Os brasileiros, porém, ainda não contam com incentivos do gênero.
Apesar de parecer uma técnica simples, esse telhado requer cuidados, principalmente na hora da instalação. Para evitar problemas com vazamentos e infiltrações, ele tem de ser feito por profissionais especializados. Outra precaução indispensável é a manutenção periódica, seja para manter a estrutura saudável e com boa aparência, seja para prevenir o aparecimento de pragas urbanas, como o mosquito da dengue.
A desvantagem de abraçar a causa está no alto investimento inicial exigido, praticamente o dobro em comparação aos modelos convencionais. Essa diferença de preços está relacionada à quantidade de materiais envolvidos. Porém, vale considerar a relação custo x benefício. Bem cuidadas, as coberturas verdes duram mais do que as outras.
 
Vegetação apropriada
Existem três tipos de telhado ecológico: o extensivo, o intensivo e o semi-intensivo. A classificação é feita de acordo com sua estrutura e cada qual requer o uso de plantas específicas. O primeiro, com a configuração de um jardim, só recebe vegetações rasteiras de pequeno porte, enquanto que o segundo pode comportar árvores grandes. O último, por sua vez, aceita plantas de porte médio, com no máximo 25 centímetros.
Usar vegetações locais, mais resistentes ao clima e que exigem pouca rega e poda facilitam a manutenção. Gramíneas, hortaliças e flores de raízes pequenas são as ideais.

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