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No Divã
em: Especialidades
01/02/2016 09:06
Autoconhecimento e melhor qualidade de vida são algumas das conquistas que a psicoterapia proporciona. O tratamento pode ajudar a superar dificuldades emocionais e o sofrimento oriundo de diversas situações ou condições. Afinal, "de perto, ninguém é normal", como bem definiu Caetano Veloso. Vale lembrar: nem sempre a sessão acontece em um divã...
 
Atualmente inclusa na cobertura dos convênios, a psicoterapia ainda hoje está envolta em mitos e, embora em muito menor escala, sofre alguns preconceitos, frutos sempre de desconhecimento.
"A psicoterapia visa, em linhas gerais, proporcionar condições de lidar com as situações-problemas, sintomas ou queixas, causadores de sofrimento ou impedimentos", esclarece a psicóloga clínica, especialista em psicoterapia, Maria Izilda Soares Martão, que também é membro da comissão de ética do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-SP) e gestora da subsede do Grande ABC da entidade.

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Geralmente, o tratamento começa por indicação de outros profissionais da saúde - como neurologista e psiquiatra - ou, no caso de crianças, da escola ou do pediatra. Outras vezes, a própria pessoa com "dificuldades emocionais" procura um psicólogo. Há quem, ainda, busque autoconhecimento, explorar aspectos desconhecidos da personalidade. Estes chegam ao consultório sem estar fragilizados.
 
Tabus x qualidade de vida
Depressão, medos intensos ou paralisantes, ansiedade, toda esta gama de condições é extremamente desgastante e causa sofrimento. A psicoterapia realizada pelo psicólogo não lida diretamente com os transtornos, e sim com o sofrimento oriundo de situações que impactam a vida da pessoa, com a fragilidade provocada por vivências, por situações boas ou ruins, fatalidades, doenças, etc.
"Muitos têm dificuldades de se adaptar de modo saudável às condições usuais da vida, relacionamentos sociais, entre outros. A psicoterapia ajuda a refletir sobre situações e a rever o modo de lidar com as experiências que causam desconforto", sinaliza a psicoterapeuta.
Bem sucedido, o tratamento favorecerá consideravelmente a qualidade de vida. Infelizmente, alguns tabus persistem e podem afastar as pessoas de um tratamento.
Segundo Martão, ainda há quem pense que a terapia é indicada apenas para 'loucos' com graves distúrbios mentais ou de comportamento. "Há quem omita de outros que se trata por sentir vergonha ou se achar uma pessoa fraca e incapacitada perante os problemas", conta.
Outros mitos contraproducentes atrapalham os resultados: "Muitos acreditam que o psicólogo pode resolver todas as dificuldades com receitas prontas. Outros tantos ainda pensam que uma ou duas consultas serão suficientes", acrescenta. Existe um processo para melhora, que depende do comprometimento do paciente também.
Por outro lado, a adesão ao tratamento psicológico é muito maior atualmente, garante a especialista. Ela considera que, hoje, há maior reconhecimento da população e de outros profissionais, que encaminham pacientes.
O Conselho Regional de Psicologia (CRP) tem a responsabilidade de fiscalizar o profissional sobre o exercício da profissão. Denúncias e esclarecimentos podem ser feitos por meio do site www.crpsp.org.br, do telefone 3061-9494 ramal 110 ou do e-mail: atendimento03@crpsp.org.br.
No ABC há uma subsede para atender à população e profissionais da região pelos telefones: 4436-4000 e 4427-6847 ou pelo e-mail: abc01@crpsp.org.br.
 
Desvendando a psicoterapia
Escolha do psicólogo: Quando é possível optar (alguns convênios, serviço público ou clínicas escolas não permitem), deve-se averiguar a capacitação e a conduta profissional, ou, ainda, procurar o Conselho Regional de Psicologia para outras informações. A recomendação de outros profissionais ou de conhecidos é outra boa referência. Atenção a atendimento, esclarecimentos e postura profissional.
"Empatia e confiança são de extrema importância. Porém, a especialização ou a capacitação é indispensável para o bom andamento do trabalho", aconselha Martão.
Avaliação: Inicialmente o psicólogo faz uma avaliação sobre o motivo do tratamento, levando em conta as condições do indivíduo e o contexto histórico e social no qual está inserido. Somente após avaliar é que se pode indicar o tipo de psicoterapia apropriada. Este caminho deve ser discutido com o paciente, assim como os desdobramentos.
Qual tratamento? As psicoterapias variam de acordo com o aporte teórico e técnica, objetivos, frequência das sessões e tempo de duração. Assim, caso se trate de uma dificuldade momentânea, a recomendação é uma modalidade breve ou focal. Já se envolve uma questão complexa, como uma "grande insegurança perante a vida", recomenda-se uma psicoterapia de longo prazo.
Em cada abordagem existem diferentes tipos de psicoterapias: individual, de grupo, de casal, de família.
Por quanto tempo? Tratamentos breves ou focais podem ter o tempo estimado, pois o objetivo é a resolução de uma questão pontual. Para outras questões complexas não é possível prever a duração do tratamento.
"O término pode ser decidido e conversado com o psicólogo durante o processo terapêutico. O paciente - ou familiares, no caso de crianças - pode acompanhar os benefícios e a evolução no decorrer do processo", informa a psicoterapeuta.
 
Imagem: © Phase4Photography - Fotolia.com
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