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Mulheres no volante
em: Carros, Motos e Bicicletas
01/04/2016 12:47
A paixão das mulheres pelo mundo do automobilismo é de longa data. Caminhando junto, está o preconceito sexista que elas sempre tiveram de enfrentar

Sem dúvida, o direito de dirigir é uma das grandes conquistas das mulheres. Além de trazer independência, a direção de um veículo automotor cedeu ao sexo feminino mais espaço no trânsito e a ocupação em nichos de mercado antes dominados pelos homens, como motoristas de táxi, ônibus e caminhão. 

+ Falar ao celular enquanto dirige causa centenas de acidentes todo ano
De bem com o mecânico
+ Rodando com segurança: como manter os pneus do carro bem cuidados
Mesmo com o crescente número de condutoras, o preconceito, expresso pelos comentários sobre o desempenho delas, ainda existe. As famosas frases "mulher ao volante, perigo constante", "tinha que ser mulher" e "vai pilotar o fogão" são exemplos de discriminação usados, inclusive, por ambos os gêneros.
A herança cultural que atravessa gerações é comum porque, ao longo dos anos, dirigir sempre foi uma tarefa associada à figura masculina. Embora, esse comportamento possa passar despercebido, ele é ensinado desde a infância, quando os meninos são incentivados a brincar com carros enquanto que as meninas, com utensílios domésticos.
Apesar de a sociedade ver as piadas sexistas apenas como brincadeiras, elas interferem muito na confiança feminina atrás do volante. Algumas delas podem até desenvolver a amaxofobia, popularmente conhecida por "medo de dirigir". 
O estereótipo de que as mulheres pilotam mal, no entanto, não condiz com a realidade. Segundo estatísticas, elas provocam menos acidentes, são mais atentas às regras de trânsito, usam o cinto de segurança com mais frequência e ultrapassam menos o sinal vermelho em comparação aos homens. Devido à condução prudente, até as seguradoras oferecem apólices mais baratas para as motoristas. Outro ponto favorável é o cuidado com o veículo, seja no que se refere à manutenção, seja em relação à limpeza.
É claro, porém, que nem todas são condutoras exemplares. Há mulheres que estão na contramão da segurança: dirigem com sapato inadequado ou, no caso de motos, com bolsa pendurada no braço ou sem proteção. Também há as que fazem manobras arriscadas ou não sabem como agir quando o veículo quebra, o que só reforça o preconceito.

De bem com o seu veículo
Dirigir bem é uma questão de prática e informação. Tanto para não serem enroladas quanto para a própria sobrevivência no tráfego, todas as motoristas devem ter noções mínimas sobre o seu automóvel.
Abaixo estão algumas dicas:
• Se o pneu furar, você tem de saber como trocá-lo e como usar os itens básicos do seu carro para esse fim: chaves de roda, macaco, estepe e triângulo de sinalização. Chamar o seguro é outra opção, mas vale lembrar que o socorro pode demorar e, enquanto isso, você estará atrapalhando o caminho.
• Produto indispensável para evitar o desgaste entre as peças, o óleo tem a função de lubrificar o motor. Sua troca deve ser feita na data marcada no adesivo colado no para-brisa, mas, a cada 15 dias, convém verificar o nível;
• A pressão dos pneus contribui para o bom desempenho do seu carro. Então, não se esqueça de calibrá-los. Antes, é necessário consultar o manual do automóvel, pois cada um tem a sua especificação;
• Checar a água do radiador semanalmente também é fundamental para não superaquecer o seu veículo. 
 
Elas fazem história
No século XIX, a alemã, Bertha Benz, foi a pioneira a aventurar-se sobre quatro rodas. Por ser esposa de Karl Benz, criador do primeiro automóvel, sempre teve contato com a produção e mecânica da invenção e pôde fazer uma viagem com o carro.  
Já no Brasil, foram Maria José Pereira Barbosa Lima e Rosa Helena Schorling que aprenderam a conduzir um Opel 1895 com câmbio e freio do lado de fora e direção do lado direito no começo do século XX. 
Para completar o time das conquistas, a francesa Madame Camille Du Gast foi a primeira mulher-piloto da história. Em 1901, ela participou do rali Paris-Berlim e ficou em 33º lugar.
 
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