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Uma coceira aqui, outra ali. É o piolho
em: Especialidades
23/05/2016 10:25
 Pequeno, o parasita traz grandes problemas para as crianças

Encontrado desde o início das civilizações, o Pediculus Humanus Capitis ou piolho do couro cabeludo é um inseto que se alimenta de sangue e se reproduz rapidamente. 
Embora sua maior incidência seja no verão, ele se mantém ativo durante todo o ano. Segundo a dra. Isis Veronez, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, os piolhos ou quiranas não voam nem pulam, portanto, a transmissão se dá por meio de contato interpessoal direto ou indireto. Como são leves, eles também podem ser conduzidos pelo vento. Pelo fato de brincarem juntas (contato direto) e compartilharem objetos (contato indireto), as crianças são as mais propícias a pegar piolhos. Basta uma adquirir para que o parasita se espalhe entre os amigos de escola e vizinhança.

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Coceira intensa, sensação de movimentos dos cabelos e lêndeas grudadas à parte dos fios mais próxima ao couro cabeludo são os principais sintomas de infestação. Quando não tratada, ela pode evoluir para lesões mais graves. “As feridas causadas pelo ato de coçar podem ser infeccionadas por bactérias e é comum surgirem ínguas na região. Em casos mais graves e raros, há aparecimento de anemia decorrente da hematofagia do inseto”, afirma a especialista. Devido ao coçar incessante, a criança ainda pode apresentar insônia e queda do rendimento escolar.
 
Tratamento
Para resolver o problema, não é mais preciso que as crianças rapem a cabeça. Atualmente, são recomendados remédios e o uso diário do pente fino, método eficaz desde o tempo das avós. "As medicações utilizadas são antiparasitários tópicos ou, em poucos casos, orais. Porém, como esses medicamentos não matam as lêndeas, o uso do pente fino é indispensável para retirá-las", explica Veronez.
Como tratamento complementar, a médica indica passar, da raiz até a ponta dos fios, um chumaço de algodão embebido em uma mistura de água e vinagre branco na mesma proporção. A ação facilita o desprendimento dos ovos do parasita. 
Apesar de receitas populares sugerirem a tintura para cabelos contra a pediculose, a dermatologista adverte: "Teoricamente, ela até pode matar os piolhos, mas não elimina as lêndeas. Além disso, as tinturas são tóxicas e podem ser absorvidas pelo couro cabeludo, principalmente quando há feridas, causando danos às crianças".
Lembre-se: nenhum tipo de produto para esse fim deve ser utilizado sem a recomendação médica. 

Prevenção
Prevenir é tão importante quanto acabar com as quiranas e alguns hábitos são essenciais para que eles não apareçam novamente:
• Lavar os cabelos com frequência, pois os insetos preferem ambientes quentes e úmidos como o provocado pela oleosidade;
• Não compartilhar objetos pessoais, como escovas ou pentes de cabelo, tiaras e bonés ou gorros;
• Inspecionar, de vez em quando, a cabeça das crianças à procura de lêndeas, inclusive na nuca e atrás das orelhas;
• Prender cabelos compridos na época de aulas;
• Lavar separadamente e com água fervente fronhas, lençóis e toalhas de quem está infestado.

Preconceito
O combate aos piolhos exige superar preconceitos. Sem se preocupar com questões do tipo cor de pele, renda familiar ou higiene pessoal, os parasitas atacam qualquer pessoa. Entretanto, o desconhecimento leva muitas crianças a serem discriminadas, principalmente em ambiente escolar.
Para evitar que os pequenos sejam estigmatizados é preciso retirá-los do convívio com os demais a fim de romper o ciclo de infestação. Também essencial é ser transparente e alertar a escola e todos que estiveram em contato com eles sobre o problema.
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