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Escrever à mão x digitar
em: Básica
11/08/2016 09:04
Tanto para crianças quanto para adultos, fazer anotações à mão estimula o cérebro e resulta em aprofundamento da aprendizagem
 
A tecnologia está incluída na vida das pessoas de forma rotineira e definitiva. Até em simples atos, como anotar informações, celulares e computadores têm aposentado a boa e velha dupla papel-caneta. 
Quando o objetivo é para fins educacionais, porém, um estudo recente publicado na revista estadunidense Psychological Science indicou que tomar notas garante aprendizado de qualidade superior em comparação a digitar. 

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Segundo a psicopedagoga e conselheira vitalícia da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Quézia Bombonatto, isso acontece porque o ato de escrever à mão é um processo mais lento e complexo. "Quando eu faço o desenho do ‘a’ existe um movimento, quando eu faço o ‘b’ há outro. Eles enviam estímulos diferentes para o cérebro. Ao passo que, quando se tecla o ‘a’ e o ‘b’, a única mensagem enviada é a visual, ao procurar a letra no teclado", exemplifica.  
Além disso, escrever de maneira tradicional exige um nível de concentração maior e contribui na memorização de conceitos em longo prazo. Para os pesquisadores, as pessoas que fazem o registro manual ficam atentas para selecionar apenas informações importantes, enquanto as que utilizam o computador digitam tudo o que está sendo dito. Processar bem o conteúdo e fazer anotações usando as próprias palavras, portanto, ajuda na fixação. 
A escrita com papel e caneta também desenvolve a coordenação motora. “A atividade é fundamental no processo de aprendizagem, pois, com a estimulação, a criança aprimora mais movimentos com a mão que vão ajudar, por exemplo, a segurar um garfo, uma tesoura ou uma pinça”, comenta. De acordo com a especialista, o uso do teclado também exige coordenação, mas em menor grau do que o necessário para o desenvolvimento das outras habilidades.
Outro problema apontado por Bombonatto é que os editores de texto acusam os erros gramaticais e completam automaticamente as palavras, o que deixa o aluno em uma zona de conforto que dispensa uma releitura.
Embora os benefícios de tomar nota sejam válidos para os adultos, é preciso considerar a modalidade de aprendizagem de cada indivíduo. “Se ele for de uma modalidade auditiva, é melhor prestar atenção, porque consegue gravar muito mais ouvindo do que anotando. Já se for visual, ele fixa vendo os slides e registrando. Isso vai depender da habilidade que cada pessoa desenvolveu”, explica.
Pelo fato de ser estimulante, o uso de computadores na escola desde a infância é defendida por alguns educadores. Para a psicopedagoga, a tecnologia chegou para acrescentar, e não substituir. “A educação não deve andar na contramão do que está se desenvolvendo no mercado. Novas ferramentas precisam ser incluídas, mas não podem ser substitutivas. Ao usá-las, mais áreas do cérebro são ativadas, por isso o correto é passar por tudo. A escola tem que promover o desenvolvimento de todas as habilidades e deixar o aluno se enquadrar naquilo que tem facilidade”, conclui.
 
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