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Uma doença em cada porto
em: Lazer e Cultura
12/09/2016 09:50
 Antes de colocar o pé na estrada, além de traçar o roteiro, organizar a bagagem e conferir os documentos, é necessário pensar na saúde
 
Seja a lazer, seja a trabalho, para que a viagem não termine em um hospital, buscar informações sobre as moléstias endêmicas no destino é tarefa obrigatória. Alguns locais irão demandar vacinas e cuidados específicos de proteção.
Nem é preciso ir muito longe para se deparar com situações de perigo. “Em todas as regiões do Brasil existe o risco de doenças infecciosas relacionadas à viagem”, afirma o médico infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein, dr. Gustavo Henrique Johanson.

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De acordo com o especialista, se o deslocamento for para os Estados que compreendem a Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e parte do Maranhão, Mato Grosso e Tocantins) deve-se ter precaução com a malária. Apesar de ser exclusiva dessa região, já foram registradas algumas poucas notificações da enfermidade na Mata Atlântica paulista.
No sudeste, o maior receio é a dengue, provocada pelo mosquito Aedes aegypti. É importante procurar serviços de saúde ao surgirem os primeiros sintomas, pois as manifestações iniciais podem ser confundidas com outras doenças. Leishmaniose e esquistossomose também são encontradas na área.
O infectologista adverte que, embora a febre amarela não seja um grande problema no Brasil porque a maior parte da população já está vacinada, é preciso certificar-se de estar imunizado antes de embarcar para o centro-oeste, Amazônia Legal, região sul e parte oeste do sudeste.
Em relação à diarreia do viajante, o País oferece perigo de moderado a alto. "O risco é alto em lugares onde as condições de saneamento básico são mais precárias. Nas regiões norte e nordeste ele é grande, nas sul e sudeste, moderado. Na centro-oeste, por sua vez, é alto em uma parte e menos intenso em outra”, comenta o médico.
No exterior, o continente africano, principalmente a África Subsaariana, é o território de maior preocupação com a saúde. Também é preciso cautela ao viajar para o sudeste da Ásia. Por outro lado, em países da Europa e da América do Norte, onde muitas enfermidades já foram erradicadas, a ameaça é pequena. 
 
Check-up
Antes da viagem, o ideal é estar com a imunização em dia e incluir na programação uma visita ao núcleo de medicina do viajante. “Nesse local, as pessoas são orientadas de acordo com as próprias necessidades, região de destino e tempo de estadia”, explica Dr. Johanson. Ele aconselha, inclusive, a fazer a consulta pelo menos um mês antes da data de embarque, pois, quando são indicadas vacinas, elas podem exigir mais de uma dose e o organismo precisa de 10 a 15 dias para produzir os anticorpos.
No Brasil, os núcleos estão em São Paulo (Hospital Emílio Ribas e Hospital das Clínicas) e Rio de Janeiro (Hospital Universitário Clementino Fraga Filho). Se a visita não for possível, há um guia de bolso com indicações para antes, durante e depois da viagem disponível no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Para se prevenir
É fundamental cuidar da dieta: não comer alimentos crus e de procedência duvidosa e sempre beber água mineral, fervida ou tratada com algumas gotas de cloro para matar os microorganismos. Este tratamento também pode ser aplicado a frutas e verduras. Outra proteção indispensável é o uso de repelentes em todas as regiões do País. 
Durante e após retornar da viagem, a recomendação é sempre ficar atento à febre. “O sinal comum a todas as doenças é febre, portanto, esse é um alarme para o viajante. Caso apresente o sintoma, deve-se procurar assistência médica imediatamente e informar os lugares que visitou”, conclui.
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