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Aula de teatro ajuda no autoconhecimento
em: Complementar
20/09/2016 11:21
Além de ser uma arte muito rica, o teatro é um convite para o desenvolvimento pessoal 
 
Está na essência do ser humano representar. Desde a infância, no jogo do “faz de conta”, a criança interpreta personagens, escolhe cenários e figurinos e usa a imaginação para a história acontecer. Assim, numa simples brincadeira já se pratica uma das expressões artísticas mais antigas da humanidade: o teatro

+ Tocar instrumentos musicais ajudam a desenvolver aptidões
 
Encenar é uma experiência que vai muito além dos palcos. Segundo a psicóloga clínica e educacional, professora de artes e autora do livro Teatro em sala de aula, Betina Rugna, as diversas formas de comunicação e arte envolvidas na atividade, a exemplo de expressão corporal e vocal, artes visuais, música e elaboração de textos, proporcionam inúmeros benefícios culturais, morais e interpessoais aos alunos. 
Na área cognitiva, a prática teatral desperta a criatividade e a iniciativa, aprimora a percepção sensorial e desenvolve capacidades como coordenação motora, raciocínio lógico e concentração. O exercício ainda pode aumentar o desempenho escolar, já que o contato com a literatura estimula a memória e aperfeiçoa o vocabulário, a escrita e a interpretação de textos. 
Para o autoconhecimento e a socialização, o teatro traz outras vantagens: “Ele eleva a autoestima, auxilia na desinibição e promove a autodisciplina, o respeito ao outro e a integração da turma. Também revela o talento pessoal ao experimentar a vivência em diversas linguagens e ajuda na formação da cidadania, na medida em que reforça a importância de cada um na construção do bem comum”, destaca Rugna.
Os cursos de teatro não têm contraindicação nem pré-requisito e, portanto, pessoas de todas as idades podem realizá-lo.
É fundamental lembrar também que eles não se destinam apenas para aspirantes à profissão de ator. Seja para amadores, seja para profissionais, a aula é a mesma. A diferença está na intensidade e na frequência. “De maneira geral, os exercícios são de conhecimento do próprio corpo, expressão corporal e verbal, sensibilização, jogos teatrais e, por fim, a escolha de uma peça com distribuição de papeis, leituras de texto e ensaios com posicionamento de palco. Pouco a pouco, a peça vai tomando forma, até atingir o ponto em que poderá ser exibida ao público”, explica a especialista. 
 
+ Viajando e aprendendo
+ Fazendo com as próprias mãos
+ Inclusão que se aprende
 
Agora é lei 
Com contribuições para o desenvolvimento pessoal e expansão do repertório cultural tão evidentes, em maio deste ano o teatro foi incluído como componente curricular obrigatório das escolas brasileiras pela Lei nº 13.278/16. Os sistemas de ensino têm prazo de cinco anos para implantar as aulas na educação básica e capacitar os professores. “Para educadores e educandos, a linguagem teatral pode ser um poderoso recurso no processo de aprendizagem. Ela pode abordar todas as disciplinas e trabalhar os mais diversos conceitos”, afirma a psicóloga. 
Para Rugna, tirar a arte de representar do palco e levá-la para a sala de aula não é tarefa tão difícil. “A sugestão é que a escola selecione uma turma de professores e um profissional de artes cênicas para orientar o grupo. É preciso aprender exercícios práticos e teóricos sobre jogos teatrais, noções básicas para criação e produção do espaço cenográfico, iluminação, figurino, maquiagem e sonoplastia, além de participar de oficinas para conhecer e praticar as funções de divulgador, produtor e diretor”, finaliza.
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