Selecione seu local x
Pesquisar meu local atual

Artigos e Receitasver todas as matérias

Falta de vitamina D x câncer de pele
em: Especialidades
31/05/2017 12:52
 Especialista alerta que exposição moderada ao sol pode repor a vitamina sem causar danos

Enfraquecimento dos ossos e da estrutura muscular. São esses os principais sintomas da falta de vitamina D no organismo humano. Há fontes alimentares que contêm a substância, tais como peixes gordurosos, cogumelos, ostras e gema do ovo, que geralmente não são consumidos todos os dias. Mas sua produção é incentivada pelos raios solares, portanto, evitar o problema parece tarefa fácil. Porém, o excesso de exposição ao sol pode causar câncer de pele. Como, então, resolver esse impasse?

+ Dicas para a prevenção do câncer de pele
+ Saiba quais cuidados devem ser tomados na contratação de um plano de saúde
+ As doenças de pele mais comuns
 
O endocrinologista e líder de grupo de pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), dr. Bruno Ferraz de Souza, explica que é no período de maior intensidade dos raios ultravioleta (UV) que a produção da vitamina é mais eficaz. “O que recomendamos é uma exposição de 15 a 20 minutos, aproximadamente ao meio dia, quando há maior radiação UV”, explica. “Isso deve ser feito com braços e pernas descobertos e sem o uso do protetor solar”, acrescenta.
É aí que surge a controvérsia. Para outros médicos e especialistas em saúde, ficar ao sol sem proteção entre 10h e 16h é fator de risco para o desenvolvimento de tumores. “Embora possamos sintetizar vitamina D através da radiação ultravioleta, o câncer de pele e envelhecimento cutâneo são preocupações que tornam controversa a recomendação de se aumentar a exposição à luz solar”, argumenta o também endocrinologista do Instituto de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, dr. Paulo Rosenbaum.
A gestora do curso de Farmácia da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), dra. Cristina Vidal, concorda. “Nos horários críticos, quando a emissão de raios UV é mais intensa, o risco de desenvolvimento de câncer de pele aumenta. O efeito é geralmente cumulativo, levando ao surgimento da doença após anos de exposição”, afirma.
Com base em estudos, no entanto, o endocrinologista da USP alega que o período recomendado para reposição da vitamina D não é suficiente para causar a enfermidade. “Pesquisas recentes realizadas com populações da Austrália mostraram que esse tempo de exposição é adequado para a suplementação da substância e tem risco reduzido de causar câncer. Baseamo-nos nesses dados, pois a Austrália é um país com maior incidência de raios UV e pessoas de pele mais clara, com maior probabilidade de desenvolver tumores”, sustenta dr. Souza.
 
Estudo nacional
Para o médico do Instituto Albert Einstein, uma forma de melhorar o diagnóstico e tratamento da carência de vitamina D no Brasil seria realizar levantamento em todo o País sobre os grupos de risco da doença. Dessa forma, ainda segundo o especialista, campanhas como a da vacina da gripe poderiam ser implantadas a fim de realizar a suplementação da substância. “Cabe às sociedades de pediatria, reumatologia, geriatria e órgãos de saúde definir que grupos de pessoas devem receber suplementação com vitamina D e quais as doses recomendadas. Para tanto seria necessário um estudo nacional a fim de verificar quais são as populações sob maior risco antes que recomendações nacionais definitivas possam ser adotadas”, opina.
x

URL



Redes Sociais

Email

x
Seu nome
Seu email
Comentário