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Como jogar remédios fora
em: Serviços Correlatos
25/07/2017 18:02
Em Santo André, Prefeitura estuda política específica para coleta desse tipo de resíduo

Muitas pessoas têm o costume de manter remédios em casa, a famosa farmacinha. Quando o prazo de validade vence, eles precisam ser descartados. O que poucos sabem é que jogá-los em lixo comum ou, pior, em vasos sanitários pode prejudicar o meio ambiente. O problema é que a coleta específica para medicamentos depende de legislação e atuação firme do poder público – aspectos ainda falhos.

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Segundo o Ministério do Meio Ambiente, enquanto a Lei n°12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, não estiver estabelecida em todo o País, cabe aos municípios especificar e cuidar do descarte de fármacos e afins. Em Santo André, a orientação da Secretaria de Saúde é para que moradores procurem drogarias privadas que aceitam a devolução de medicamentos para o correto descarte. 
A Prefeitura informa ainda que está em estudo futura ação para implantar programa de descarte correto de medicamentos e utensílios como seringas e agulhas. 
 
Contaminação
Quando remédios são enviados para aterros sanitários comuns, os agentes químicos afetam o solo e o lençol freático, conforme explica o coordenador da Comissão de Resíduos e Gestão Ambiental do Conselho Regional de Farmácia – Regional São Paulo (CRF-SP), Raphael de Figueiredo. 
“Quando descartados no vaso sanitário ou na pia, os medicamentos vão para a estação de tratamento de esgoto do município, que não consegue removê-los totalmente. Assim, a água que os contêm será despejada novamente no leito dos rios e recaptada pelas estações de tratamento, que também não removem esses componentes. Ou seja, o líquido vai parar nas torneiras das residências do município contaminado”, explica Figueiredo.
 
Materiais perfurantes
No caso de descarte de agulhas e seringas, é preciso redobrar o cuidado. “Elas devem ser descartadas em caixas coletoras de resíduos perfurocortantes de cor laranja (para resíduos contaminados por medicamentos)”, salienta o especialista, destacando que a medida está em conformidade com a Resolução da Diretoria Colegiada n° 306/2004 e a Resolução Conselho Nacional do Meio Ambiente n° 358/2005.
A professora Giulliana Mondeli, especialista em Saneamento Ambiental da Universidade Federal do ABC, esclarece que o nível de algumas toxinas e hormônios presente em medicamentos pode ser reduzido com o tratamento nas unidades coletoras. Porém, quando descartados em lixo comum, a poluição é maior.
“O problema não é apenas a poluição e contaminação dos corpos d’água, solos e aquíferos. O descarte incorreto também dificulta o processo de triagem dos resíduos sólidos urbanos, contaminando materiais que poderiam ser reciclados e diminuindo assim a vida útil dos aterros sanitários”, esclarece. 
 
 
Camila Galvez Comunicação para o Tá na Mão
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