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Vila Camilópolis
em: Santo André, passado presente
23/08/2017 10:00
A Vila Camilópolis de hoje, com residências e imóveis comerciais, ruas asfaltadas e acesso facilitado ao centro de Santo André, em nada se compara aos primórdios do bairro. Era o ano de 1920 quando Camilo Peduti iniciou o loteamento que deu origem à Vila Splendor – mais tarde, Camilópolis. O segundo distrito de Santo André, naquela época, era ermo e distante da civilização.
Os primeiros a residir naquelas paragens pouco podiam fazer diante da precariedade das estradas de terra vermelha, que virava lodaçal nos períodos de chuva. As construções foram erguidas de forma simples, sem o reboco de cimento. Por isso, o boca a boca cotidiano apelidou a Vila Splendor de Vila sem Reboque. 
O loteamento cresceu e, com ele, a fama dos Peduti. A área de morros foi comprada por Camilo e seu cunhado Eusébio Vicentini, que desistiu da sociedade e se mudou para Botucatu, no interior paulista. A dupla a adquiriu de um antigo cafezal. A casa dos colonos e agregados prediais se tornou escritório e moradia para a família. 
Para os primeiros compradores, Camilo incentivava a negociação oferecendo materiais de construção de baixo custo. Avenidas, ruas e travessas começaram a ser construídas em meados da década de 40. O impulso para a modernidade foi dado pela instalação da metalúrgica Pignatari, responsável pela patente e construção do avião Paulistinha.
Com a pavimentação e melhorias na Avenida dos Estados, indústrias e empresas começaram a se instalar nas proximidades do Rio Tamanduateí. A partir da década de 1950, Camilópolis tornou-se moderna, ganhou centro comercial diversificado e até mesmo um cinema de rua. O antigo Cine Iporanga, de propriedade da Ferradi Garcia & Cia. Ltda, ficava na Rua Laureano, altura do número 955. Foi fundado em 1957 com mais de mil lugares e 300 sessões rodadas por ano.
O nome da família de fundadores está hoje em ruas, escolas e praças do bairro, como a que ilustra a capa desta edição do guia. A Rua Leonilda Peduti homenageia a esposa de Camilo. A Igreja de São Camilo de Lellis também faz referência ao loteador, que cedeu o terreno para a construção do templo católico e do atual Cemitério Camilópolis.
 
Fonte: Museu Municipal de Santo André Dr. Octaviano Armando Gaiarsa, pesquisas do historiador Armindo Boll e do memorialista Ademir Medici.
 
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