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Escola Nacional de Teatro
em: Santo André, passado presente
07/02/2018 09:22
O espírito que habita Santo André desde o amadurecimento de vila para cidade é repleto de arte. Os andreenses do início do século passado nasceram respirando manifestações artísticas que, misturadas à pólvora política que sempre faiscou nas paragens do Grande ABC, fez com que a cobrança por espaços públicos destinados à arte ganhasse força a partir da década de 1950.

Foi nesse período que a Escola Livre de Teatro nasceu, no bairro Santa Terezinha. Ali, na Praça Rui Barbosa, o governo do Estado inaugurou espaço que daria origem ao Teatro Conchita de Moraes. Pelo projeto inicial, o prédio serviria de auditório para a Escola Estadual Carlina Caçapava de Mello. Mas o anseio dos andreenses pela arte foi maior e o auditório deu lugar à sede do Teatro Amador do Grande ABC. A partir de 1963, começou a abrigar o Festival de Teatro Amador de Santo André (Fetasa).
Em 1970, a pressão popular aumentou e fez com que Prefeitura e governo estadual chegassem a um acordo: de auditório para palco, o espaço passou à guarda do município e se transformou em casa de espetáculos. De acordo com registros do Museu de Santo André Dr. Octaviano Armando Gaiarsa, em 29 de março daquele mesmo ano foi encenada a montagem A cidade assassinada, de Antônio Callado, em memorável inauguração.

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Duas décadas depois, na primeira gestão do prefeito Celso Daniel, a Prefeitura criou a Escola Livre de Teatro (ELT), aproveitando o espaço do Teatro Conchita de Moraes. O modelo de estudo das artes cênicas ali implantado se diferenciava das demais escolas da época. Conteúdo acadêmico e oficinas de teatro abertas ao público se tornaram parte da tradição do local.
O conteúdo programático da ELT também foi pioneiro por abraçar a prática colaborativa do teatro. Essas foram as bases pedagógicas que formaram gerações de grandes artistas e atraíram profissionais com carreiras consolidadas, interessados nesse modelo educacional. Nos registros da própria escola está a parceria entre o dramaturgo Luis Alberto de Abreu e o ator Antônio Araújo, que produziram um dos espetáculos mais importantes da Santo André dos anos 1990: O livro de Jó.
A ELT se mantém de pé nesses 27 anos, ensinando e formando gratuitamente novas gerações de artistas. Sua sede continua sendo o mesmo Teatro Conchita de Moraes que um dia, para abrigá-la, foi reformado. Segue rodeada pelo universo boêmio do centro comercial de Santa Terezinha, abraçada pela realidade bucólica das ruas com ares interioranos.
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