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Dinheiro também é assunto para crianças
em: Complementar
28/03/2018 09:19
Especialista dá dicas de como incluir os pequenos no planejamento do orçamento da casa.
 
Lidar com dinheiro é visto por muitos adultos como um grande desafio. Para crianças e adolescentes, então, o conceito de orçamento mensal pode ser algo tão distante quanto a escolha da profissão e o mercado de trabalho. No entanto, especialistas apontam que é necessário iniciar a educação financeira o mais cedo possível para evitar a formação de um adulto descontrolado em relação a finanças. Pesquisa da Associação Comercial de São Paulo, realizada em 2012, indicava que 8% dos jovens brasileiros com menos de 20 anos estavam com o nome sujo.

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Segundo a psicóloga da Policlínica Metodista, Renata Aparecida de Oliveira, os filhos devem seguir o exemplo dos pais. “Em primeiro lugar, os pais precisam dar o exemplo, pois de nada adianta passar as lições se a criança não percebe esse comportamento na família. É fundamental envolvê-la no planejamento financeiro familiar, assim, todos estarão comprometidos com as metas da casa”, diz.
Para fazer os mais jovens entenderem o valor do dinheiro, é necessário explicar de onde veio, descrever como é o trabalho dos adultos para conseguir o salário e, além disso, aproximá-los dos gastos cotidianos. “Levá-los ao supermercado, fazer listas de compras, ensinando prioridades e necessidades versus desejo, tudo isso auxilia a criança a lidar com o dinheiro de maneira responsável”, comenta a psicóloga.
 
Presentes
Encher os filhos de presentes pode atrapalhar a compreensão dos gastos financeiros. Quanto mais próximos os pequenos estiverem da realidade, melhor será o aprendizado. “Na vida adulta não podemos ter tudo o que desejamos. De uma forma ou de outra, em algum momento teremos que lidar com a frustração. Quando a criança e o adolescente recebem tudo o que pedem, crescem com a ilusão de que tudo é possível e têm dificuldade de aceitar o ‘não’”, esclarece Oliveira.
 
Mesada
Assim como os adultos têm de administrar o salário, os jovens também devem aprender a lidar com uma quantia fixa todos os meses. A mesada, nesse caso, pode ser um auxílio. “A mesada é positiva. Por volta dos sete anos a criança já tem condição de administrar uma pequena quantia, que pode ser semanal, pois o tempo para elas é um pouco diferente dos adultos. É um hábito saudável, por ensinar a criança a fazer escolhas responsáveis e ponderar as prioridades”, argumenta a especialista.
 
Conta-corrente
Os filhos também devem compreender como funcionam as instituições bancárias. A mesada, principalmente para adolescentes, pode ser depositada em uma conta-corrente. Porém, é preciso ficar atento a taxas e tarifas – que se tornam um gasto desnecessário para o aprendizado. “Talvez pelo fator atual de taxas bancárias, não seja uma opção tão indicada. O mais importante é a maneira de lidar com o dinheiro e, para isso, a mesada já cumpre seu papel. Fatalmente, em algum momento da vida, o filho precisará abrir uma conta bancária e, então, será possível ensiná-lo a controlar o dinheiro quando a ocasião surgir”, afirma Oliveira.

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