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Geração Web
em: Básica
15/01/2014 10:00
 Novidade para muitos dos pais, que só na maturidade foram apresentados à rede, a internet está na vida de crianças e jovens de forma rotineira e definitiva. Para o bem e para o mal.
 
“A internet em si não é ruim, é apenas uma ferramenta. O que gera problemas é o mau uso”, sinaliza a psicóloga Ana Luiza Mano, integrante do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática (NPPI) e coordenadora do Instituto Coaliza, voltado à educação digital.

O uso compulsivo da web para participação em redes sociais, jogos, etc., é a principal causa da procura de pais e até dos próprios adolescentes por orientação do NPPI. ”São comuns os relatos de que o filho se recusa a ir para a escola, não sai do quarto, não se comunica com a família”, narra Ana Luiza.

De acordo com os profissionais do NPPI, o excesso realmente acarreta problemas para o desenvolvimento das crianças ou adolescentes, como perda de anos escolares e até falta de traquejo social.

Crescem, ainda, os tipos de conflitos gerados na internet: cyberbullying (assédio moral pela rede) e suas variações, como o sexting (disseminação de conteúdo sexual, seja por imagens, seja por vídeos, que se torna pedofilia quando envolve menores).

Olhar atento

Tal qual nos demais aspectos da vida dos filhos, cabe aos pais e responsáveis o acompanhamento dos hábitos e comportamentos de navegação na rede. O trabalho é constante e começa por uma reflexão acerca do seu próprio comportamento em relação à web.

Crianças precisam de supervisão constante, por isso, os pais devem saber onde os pequenos navegam e com quem estão em contato.
Já com os adolescentes, os pais devem ficar atentos. Para a psicóloga, não é ideal, contudo, violar a privacidade dos jovens. “É preciso educação digital. Deve-se deixá-los cientes das consequências de seus atos e da exposição no mundo online, dos crimes virtuais”, aconselha Ana Luiza.

A psicóloga adverte para a importância de criar regras para o acesso, não só para os pequenos, mas também para os maiores, e levar a sério o cumprimento. “Limite não é punição. Faz bem”, ressalta.

Embora considerem a proibição pouco efetiva, os especialistas do NPPI orientam que, em alguns casos extremos, retirar a tecnologia por completo pode ser o começo de uma reeducação para uso mais saudável.

Também é importante estar atento a certos comportamentos de ansiedade e pressa desmedida, como a incapacidade de espera ou necessidade de estar sempre fazendo algo. Podem ser sinais de que as crianças e jovens estão abusando do tempo online. “A família deve estar presente e se envolver na educação digital de crianças e adolescentes”, alerta Ana Luíza.

É fato: estatísticas, estudos e pesquisas

· Pesquisas indicam que os pais, geralmente, não sabem muito sobre os passos dos filhos online. O relatório Norton Online Family, da Symantec, levantou que 33% das crianças já realizaram compras virtuais, mas 24% delas confessam que a transação ocorreu sem consentimento. Por outro lado, só 17% dos pais estão cientes que seus filhos compram online.
· Outro levantamento, o Teens, kindness and cruelty on social network sites (Adolescentes, bondade e crueldade em redes sociais), promovido pelas instituições Pew Research Center’s Internet e American Life Project, apontou que 88% dos jovens de 12 a 17 anos já presenciaram crueldade na rede, enquanto que 21% deles já humilharam pessoas em redes sociais.
· Estudo da Academia Chinesa de Ciências sinalizou que ficar muito tempo online é prejudicial ao cérebro dos jovens. Segundo os pesquisadores, o uso excessivo da web pode causar dano cerebral semelhante ao produzido por cocaína e álcool, por destruir a mielina, substância que cobre e protege as fibras neuronais dos adolescentes.

Saiba mais

· Instituto Coaliza: www.coaliza.org.
· NPPI: www.pucsp.br/nppi/.
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