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Paranapiacaba
em: Santo André, passado presente
24/01/2014 10:10
Alto da Serra: assim a “pequena Londres” andreense foi conhecida desde sua fundação, em 1862, até 1907, quando passou a se denominar Paranapiacaba, ou “lugar de onde se avista o mar” em tupi-guarani.

A história do sub-distrito, como a de Santo André, está intimamente ligada tanto à implantação da ferrovia destinada a ligar o interior paulista ao porto como à São Paulo Railway Company (SPRC), empresa formada por brasileiros e ingleses para a construção do trecho Santos-Jundiaí.
Esta associação explica a arquitetura tipicamente vitoriana das vilas Velha e Martin Smith, construídas para alojar os trabalhadores da estrada de ferro. Por outro lado, o Morro ou Parte Alta, onde se instalaram comerciantes e pessoas não envolvidas diretamente com o trabalho na ferrovia, apresenta outro estilo arquitetônico, mais inspirado nas edificações portuguesas.

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O sub-distrito possui o que é considerado como o maior sistema funicular do mundo ainda encontrado em seu lugar original, transformado no Museu Ferroviário, e a única vila ferroviária do País conservada desde sua fundação. Estas, porém, não são as únicas justificativas para a escolha de Paranapiacaba como terceiro tema de nossa série de matérias “Santo André, passado presente”. A Vila é, toda ela, pura história.
Primeira localidade brasileira a contar com saneamento básico e iluminação elétrica, Paranapiacaba também tem a festa mais antiga de nossa cidade, a do Padroeiro, realizada até hoje pela Igreja do Senhor Bom Jesus.
Nas fotografias é possível ver a estação antiga, destruída por um incêndio em 1981, quando já estava desativada. O relógio visto nas fotos de 1910 e 1922 sobreviveu ao fogo, foi consertado, transferido para a estação atual e continua sendo uma das principais atrações do lugar. A foto colorida, ao alto, apresenta a Vila inserida na beleza natural da Serra do Mar e da Mata Atlântica. Por fim, no destaque ao centro, duas outras referências locais: a passarela metálica, construída em 1899 para ligar a Parte Alta à Parte Baixa, e a residência do engenheiro-chefe da SPRC, conhecida como Castelinho, que hoje abriga o Centro de Preservação da Memória de Paranapiacaba.
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