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Cine Tangará
em: Santo André, passado presente
01/04/2014 09:20
 O prédio situado na esquina da rua Cel. Oliveira Lima com a av. Queirós dos Santos foi construído em 1948. André Magini, proprietário do terreno à época, contratou o arquiteto Rodolpho Weigand para fazer o projeto daquele que seria o maior cinema da cidade: o Cine Tangará.

Inaugurada em 6 de setembro de 1950(1), com a apresentação do musical Aquele beijo à meia-noite, a sala de projeções tinha pé direito de 15 m(2), divididos em dois níveis: a platéia inferior acomodava 1.600 poltronas e o mezanino, a que chamavam de Pullmann, outras mil.

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As grandes escadarias de mármore(3), as arandelas em formato de flor-de-lis nas paredes laterais, bem como a tapeçaria e as cortinas em veludo vermelho(4) faziam do cinema um dos mais luxuosos da região. Nas sessões de gala das quintas e domingos, exigia-se que os homens usassem paletó e gravata.
Primeiro cinema do Estado a adotar a tecnologia cinemascope, que gerava imagens mais alargadas, o Tangará exibia quatro sessões diárias e, quando estava no auge, chegou a receber público de 12 mil pessoas em um único dia.
Nas décadas de 80 e 90, grande parte dos tradicionais cinemas de rua sucumbiu à concorrência da televisão, do videocassete e dos shoppings. O Cine Tangará resistiu até dezembro de 1995, quando fechou suas portas. O mezanino, que estava desativado, transformou-se no Tangará 2, com apenas 240 lugares e dedicado a exibição de filmes pornográficos. Tempos depois, o andar inferior foi convertido em estacionamento.
Assim como aconteceu com o Cine Carlos Gomes, a população e o Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André (Comdephaapasa) mobilizaram-se para a preservação do imóvel. O tombamento determinado pelo órgão em 2002, no entanto, foi vetado dois anos mais tarde pelo então prefeito, João Avamileno.
Hoje, o espaço é ocupado por uma igreja.

(1) GRANCONATO, E. Público já foi de 12 mil em um dia. Diário do Grande ABC, Santo André, 20 de novembro de 2002.
(2) FILADELFO, L. Em defesa do Cine Tangará. Rudge Ramos Jornal, São Bernardo do Campo, 5 de novembro de 2004.
(3) GRANCONATO, E. Histórias do Tangará. Diário do Grande ABC, Santo André, 6 de junho de 2004.
(4) HOMOR, O. Tangará. Diário do Grande ABC, Santo André, 5 de dezembro de 2002.

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